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27/07/2010
Oscar 2011?
26/07/2010
Em resumo...
Angeli é um dos meus ídolos porque sempre teve a manha de resumir em três quadrinhos o que eu tô sentindo. Essa semana, na Folha de S. Paulo, o velho mestre acertou de novo:

23/07/2010
A mulher e a música - Episódio de hoje: “Ela faz cinema”, de Chico Buarque


por Alexandre Petillo

Em alguns momentos tudo que você precisa é de um sorriso. E ela faz questão de trazê-lo todos os dias. Ela é daquele tipo raro. Aquele tipo que ilumina quando chega. Que faz o dia valer a pena. Ela já me salvou a vida várias vezes. Sem saber. Só com a presença. Ela tem todas as qualidades. Inclusive aquelas que só que enxerga com os olhos podem ver. Ela tem tudo. Faz sucesso tanto na frente de pedreiros como sob os olhos de cientistas da Nasa. Ela faz cinema.

“Ela faz cinema / Ela faz cinema / Ela é a tal / Sei que ela pode ser mil / Mas não existe outra igual”

Não sei do que ela gosta. O que ouve. O que vê. O que faz em casa quando está de folga. Com quem conversa. O que pensa do futuro. O que aprontou na adolescência. Será que ela gosta de pipoca? Do Chico ou do Caetano? Sorvete com ou sem cobertura? Corinthians ou Palmeiras? Ela é um mistério. Ela é um filme do Hitchcock. Ela faz cinema.

“Quando ela chora / Não sei se é dos olhos para fora / Não sei do que ri / Eu não sei se ela agora / Está fora de si / Ou se é o estilo de uma grande dama / Quando me encara e desata os cabelos / Não sei se ela está mesmo aqui”

Ela faz cinema. Quando entra na sala. Quando mexe no cabelo. Quando se concentra no que faz. Quando me olha com aqueles olhos, ainda que por um, dois segundos. Quando olha para qualquer lado com aqueles olhos. Ah, os olhos. Aqueles olhos... Queria ver aqueles olhos logo cedo. Aqueles olhos quando acordam. Aqueles olhos quando querem dormir. Aqueles olhos com fome. Queria ver aqueles olhos me querendo. Imagina, até parece. Será mesmo? E ainda nem falei da boca, do cabelo, do jeito que ela anda, do jeito que ela se veste. Botas. Preto. Branco. O lenço no pescoço. Ela é um filme francês. Ela é Eva Green. Ela é Hepburn. Ela é Françoise Hardy. Ela faz cinema.

“Ela faz cinema / Ela faz cinema / Ela é assim / Nunca será de ninguém / Porém eu não sei viver sem / E fim.”

Música: “Ela Faz Cinema”
Autor: Chico Buarque
Disco: “Carioca”

20/07/2010
No dia do amigo, prefira os reais


por Alexandre Petillo

Mais uma vez parafraseando Hank Moody, do seriado "Californication", eu sou um homem analógico em tempos digitais. Quase um pária. Não gosto de redes sociais, não entro no orkut e estou conseguindo me manter bem ao largo de Twitter e Facebook - que já está sendo invadido por brasileiros, sinal de que é melhor aproveitar antes que acabe.

Não gosto e nem entro no orkut, coisa que deixa as pessoas surpresas, simplesmente porque eu acho que não serve para nada - a não ser para galinhagem e tomar conta da vida alheia.

Mas até entendo sua importância. A classe-média entediada precisa se agarrar a alguma coisa. Pode ser uma maneira de preencher o vazio da
existência, sem dúvida. Cada um sabe o que é melhor para si e faz o que bem entender, essa, aliás, é uma da graças do mundo moderno.

"Pô, serve para você encontrar aqueles amigos que você não vê há tempos?", pelega um. Não, obrigado. Todas as pessoas importantes na minha vida eu mantenho contato direto. Os grandes amigos que eu fiz em todas as fases ainda estão aqui a distância de um telefonema. Orkut não estimula a amizade, mas sim a banaliza. Tudo é só uma vontade de reforçar a sala de troféus de caras das quais, a maioria, talvez você nem nunca viu ao vivo - só servem exclusivamente para alimentar a auto-estima digital.

Gosto do olho no olho, gosto de fazer amigos no dia-a-dia. Prefiro beber uma cerveja no boteco e jogar conversa fora do que deixar um "scrap". Amizade é uma coisa cara para mim - deve ter a ver com o fato de ser filho único. Mas assino embaixo da frase do lendário Nelson Rodrigues: “o amigo é o grande acontecimento da vida, o resto é paisagem”. No dia do amigo, e no dia-a-dia, nos 365 do ano, prefira sempre os reais.
13/07/2010
Discos para ouvir hoje!!!
13 de julho, dia internacional do rock. Comemore ao som de alguns desses discos abaixo.



Elvis – Elvis Presley (1956)

Antes não havia nada. Aí, veio o big bang. Um caminhoneiro topetudo em meados dos anos 50 adentra um estúdio em Memphis e inventa os modos, a música e o rock. Em seu primeiro disco de estúdio, a voz aveludada de Elvis Presley arrepia em clássicos como Heartbreak Hotel, Tutti Frutti, Blue Suede Shoes, I Got a Woman, Money Honey, entre outras. Um nascimento explosivo do maior ícone do gênero musical mais excitante da história.



Beatles – Revolver (1966)

É difícil citar somente um disco dos Beatles como obrigatório. Se você tem juízo, caro leitor, os únicos 13 discos que você precisa ter na sua casa são os 13 que formam a discografia oficial do fab four. Já que vamos só de um, vamos de Revolver. Gravado em um momento de transição do grupo (fim dos grandes shows ao vivo e do pop chiclete), John, Paul, George e Ringo resolvem explorar novos territórios musicais, temas literários e estilos de composição. Geniais, criaram o disco que elevou o pop ao status de arte. Tem canções diversas e absurdamente boas como Taxman, Eleanor Rigby, And Your Bird Can Sing, Tomorrow Never Knows, e assim vai...



Led Zeppellin – IV (1971)

Como fazer um clássico do rock: começa com duas pedreiras na moleira que sintetizam o que o gênero tem de mais divertido e agressivo (Black Dog e Rock and Roll), venha com uma balada sentida, ao violão (The Battle of Evermore), estabeleça um clássico, à sua maneira, pode ter mais de oito minutos de duração, mas é tão boa que as rádios e TVs terão que se curvar e executá-la (Starway to Heaven), exiba sua capacidade pop (Going to Califórnia) e preencha o resto com vocais bem colocados e guitarras pesadas e suingadas.



Rolling Stones – Exile On Main Street (1972)

O que acontece quando o maior grupo de rock do mundo resolve se trancar durante meses em uma casa para tomar drogas e tocar? Em se tratando dos Rolling Stones, o que nasce daí é um disco essencial. Nesse caso, dois discos. Exile On Main Street é um raríssimo caso de disco duplo em que todas as músicas são espetaculares – e é ainda mais raro achar um disco que abra com uma guitarra tão boa quanto Rocks Off. Os Stones em sua melhor fase misturaram rock, blues, soul, country em composições maravilhosas, como Tumbling Dice, Sweet Virginia, Happy (Keith Richards cantando de forma espetacular), Stop Breaking Down, Shine a Light...




Queen - A Night at the Opera (1975)

O Queen, como o mundo o conheceu, nasceu nesse disco. Estão aqui o estilo pomposo, as canções grandiosas, o vocal exagerado de Freddie Mercury. Esse disco ainda evidencia o poder de Brian May como grande guitarrista e excelente compositor. Passeia por metal (Death On Two Legs), country (’39, com vocal de May), progressivo (The Prophet’s Song) e a deliciosa e divertida Bohemian Rhapsody. Ah, Love Of My Life também é desse disco.



Ramones – Rocket To Russia (1977)

Se você é jovem (na idade, ou na alma, não importa) e nunca ouviu Ramones, sinto lhe dizer que você não sabe o que é viver e se divertir. Nesse terceiro disco, Joey e companhia juntaram tudo que é essencial na juventude (loucura, alegria, empolgação, inconseqüência) e bateu com guitarras rápidas e pesadas. Bem, e aí saiu Rockaway Beach, Cretin Hop, Sheena Is a Punk Rocker, Teenage Lobotomy, We’re a Happy Family, Surfin Bird, etc.



The Clash – London Calling (1979)

Existe na vida aqueles que não se arriscam. Acreditam somente em uma idéia pré-determinada, em regras rígidas, em conceitos irredutíveis. Essas pessoas cultivam somente um tipo de leitura, de cultura. Não costumam ter imaginação, muito menos criatividade. Levam uma vida monótona. Graças a Deus existem os gênios. Aqueles que ousam se arriscar. Assim foi o The Clash, uma banda de punk rock que resolveu misturar sua guitarra direta e pesada com jazz (Right Profile, Jimmi Jazz), reggae (Revolution Rock), pop (Train in Vain), hard rock (Death or Glory), rockabilly (Brand New Cadillac) e até punk (London Calling). Acabaram cometendo o disco mais completo da história do rock.



Smiths – The Queen Is Dead (1986)

Na década de 80, Morrissey era uma voz importante. O cantor inglês falava aos corações mais sensíveis em belos poemas em forma de canções. Um dia, juntou sua banda e concebeu um disco temático, um verdadeiro tapa na cara da sociedade britânica. A rainha está morta, disse, e fez um disco essencial, um dos últimos grandes discos do rock inglês. No meio de tanta fúria, ainda escreveu sobre a delícia de estar ao lado da pessoa amada (There is Light That Never Goes Out) e a balada de separação mais dilacerante já escrita (I Know It’s Over).



U2 – Achtung Baby (1991)

A maior banda de rock do mundo resolve inventar a década que começa. No início dos anos 90, o U2 criou o signo da modernidade e os conceitos que seriam abordados pelo rock às portas do ano 2000. Guitarras pesadas, batidas eletrônicas, loops, sequencers, cinismo, hip hop, desilusões, individualismo. O U2 inventou o novo mundo em canções como The Fly (o riff de guitarra dessa música é um absurdo), Love is Blindness, Misterious Ways, Even Better Than The Real Thing e One.



Oasis – (What’s the Story) Morning Glory (1995)

A última banda relevante do rock. Eles imitam Beatles? Sim. Eles copiam os Pistols? Também. Mas os irmãos Gallagher são mestres no que fazem. Prova disso é a guitarra de Hello, a psicodelia de Champagne Supernova, o apuro pop de Some Might Say e She’s Electric, as belas harmonias de Don’t Look Back In Anger e Wonderwall. No fim de tudo, um disco essencial e preciso.
08/07/2010
Lendas do Vale - A Onça de Arapeí
Primeira incursão da Pra Sempre Forévis Produções no mundo do cinema. "Lendas do Vale - A Onça de Arapeí", primeiro curta (mas bem curta mesmo) da trupe conta a história de uma onça que comeu um cara na cidade - e só deixou suas botas, com os pés dentro.

O curta também marca o início do movimento cinematográfico "Oreia Seca", que traz para a Sétima Arte a falta de juízo aliada a cara de pau e ideias de gosto duvidoso. Produzido, infelizmente, sem o apoio de verbas públicas. Direção e edição de Roberto Massao Kumamoto, com a colaboração de Alexandre Petillo e Marcio Fukushima. Baseado no conto de Hellen Santos e Eduardo Monteiro.

Lendas do Vale - Onça de Arapeí from Roberto Massao Kumamoto on Vimeo.



No próximo episódio, Os Lobisomens de Arapeí...
07/07/2010
Adeus, Ezequiel Neves...
Morreu hoje o produtor e maluco Ezequiel Neves. Era mentor do Barão Vermelho, uma das bandas que eu mais ouvi na vida. Os discos do Barão costumavam vir em carne viva.

Falei com Ezequiel Neves no lançamento do filme "Cazuza - O Tempo Não Para" e foi um dos melhores papos que já tive. Um ícone do rock tapuia. Liguei da minha casa, conversamos bastante. Foi uma honra. Acho que vale lembrar. Segue abaixo.



Conduzindo a caravana do delírio

por Alexandre Petillo

Ezequiel Neves atende no terceiro toque do telefone. Antes de falar "alô", deu para ouvir no fundo o riff de Start Me Up, dos Rolling Stones. Parece até mesmo, filme. Claro, trata-se do homem que durante muito tempo atendia pela alcunha de Zeca Jagger, talvez o maior entusiasta da banda de Keith Richards no Brasil.

Lenda-viva, Zeca inventou o jornalismo cultural e a crítica musical por aqui. Foi editor-chefe da lendária primeira versão da Rolling Stone brasileira, desfilou sua crítica ácida no Globo, Jornal do Brasil, revista Somtrês, entre outras grandes publicações. Descobriu o Barão Vermelho e, consequentemente, de Cazuza. Mas foi além do âmbito profissional. Era mentor, amigo, parceiro e tudo mais de Cazuza - e do Barão até hoje. Dirigia a "caravana do delírio", famosa barca itinerante de sexo, drogas e rock'n'roll composta pelos melhores e mais loucos amigos de Cazuza e Zeca.

No filme Cazuza - O Tempo Não Pára, é o personagem Zeca, vivido pelo sempre competente Eugênio de Mello. Bicha velha, aos 70, Zeca se mantém longe do showbusiness e só sai para produzir os discos da banda de Roberto Frejat. Fez até uma participação no filme, sutil, curtindo um dos primeiros show do grupo, ao lado do Zeca-personagem - iconoclasta, no filme, o Zeca de verdade joga uma garrafa de uísque no palco. Arredio à imprensa, de seu apartamento no Leblon, entre um insulto e outro, mestre Zeca falou com exclusividade.

Gostou do filme?

Ezequiel - Adorei. Muito bem feito, sensibilíssimo. Os atores estão ótimos, o Daniel (Oliveira) realmente incorporou o Cazuza. Os diálogos são verdadeiros, o roteiro é excelente. Tudo que aconteceu na vida real, ta no filme.

E o ator (Eugênio de Mello) que te interpreta?

Ezequiel - Excelente. Gostei muito do trabalho dele, foi maravilhoso.

Você conversou muito com ele?

Ezequiel - Claro, pergunta esdrúxula... (risos). É um excelente ator, fez muito teatro e cinema. Só não é mais conhecido porque ele não se vende para qualquer noveleta. Fui muito amigo dos professores dele na escola dramática. Conversamos muito, mexemos nos diálogos, que estavam ridículos. Aproximei mais as falas com a realidade. E ele desmunheca pra caramba. Porque é assim que eu era e sou. No meio daquela porção de moleques cheios de testosterona, tinha que ter uma bicha - e esse foi o meu papel. Tinha que ter um pouco de chica-chica bom!

Você lembra do primeiro encontro que teve com o Cazuza?

Ezequiel - Claro. Foi muito antes dessa história toda de rock e Barão. Já tinha conhecido ele na praia. Era um franguinho, fazia poesia, fotografia, teatro experimental, tinha planos de estudar inglês em Londres.

Como era sua relação com ele?

Ezequiel - Era uma relação de avô com neto. Que é muito melhor do que pai e filho. Não tem brigas, só tem a coisa boa da relação. Com o avô pode tudo e o neto apronta mesmo. Fica pior ainda. Éramos muito ligados, conectados. O que um dizia, o outro escutava.

E na saída dele do Barão, tu teve que escolher um lado?

Ezequiel - Não. Eu tinha cinco moleques que eram como um filho meu. Quando se separaram, foi como se meu companheiro, meu filho tivesse se dividido em dois. Mantive a mesma relação com ambos, com a mesma paixão e o amor de sempre.

Relação que se estende até hoje com o Barão...

Ezequiel - Até hoje... Produzi todos os discos da banda e estou produzindo o disco novo deles. Assim como produzi todos os do Cazuza...

Por que a música do Cazuza não alcançou a nova geração? Pelo menos não da mesma maneira que a música da Legião Urbana, que continua fazendo muito sucesso até hoje.

Ezequiel - Porque o Renato Russo era muito messiânico, cheio daqueles discursos de salvação e palavras rebuscadas. Cazuza era vapt-vupt. Renato Russo era muito metafórico, difícil. Brasileiro, pela sua ignorância, gosta e cai em qualquer discurso rebuscado. E Renato Russo era muito feio. Feio. E o brasileiro é um povo feio, que se identificou com ele. Enquanto o Renato era poético, Cazuza era muito direto, no alvo. O Cazuza cuspia na cara das pessoas. Se a música do Cazuza não sobreviveu até hoje, eu acho que é pior para as pessoas. Elas estão perdendo de ouvir a verdadeira boa música, com letras de verdade. Não estou querendo puxar a sardinha para o meu lado, adorava o Renato, mas ele não tinha a dialética urbana do Cazuza.

Ainda existe muito material inédito do Cazuza?

Ezequiel - Muita coisa. Tem muita letra, poesia, coisas geniais, que não foram usadas até hoje.

Discos póstumos?

Ezequiel - Não sei dizer, não que eu saiba... Mas, como assim?

Coisas que ele gravou e não lançou.

Ezequiel - Mas aí seria uma idiotice ele ter gravado e não ter lançado...

Lançaram mais discos do Renato Russo depois que ele morreu do que quando estava vivo...

Ezequiel - Pois é, mas eu não sei não... Deve ter...

Você fez história no jornalismo cultural, não tem vontade de voltar a escrever?

Ezequiel - Não muito. Mas só tem bunda-mole no jornalismo cultural de hoje. Só bundão. Ninguém tem estilo. Mas eu tenho 70 anos, acho que mereço um tempo de descanso. Não quero mais ter a obrigação de receber 50 discos da gravadora e ter que fazer crítica. Eu acabaria fazendo resenha da capa e não seria justo. Quero poder me hospedar apenas nos discos que eu quiser, apenas nos bons sons. Eu só ouço coisa boa agora e é ótimo.

Rolling Stones?

Ezequiel - Yeah!

05/07/2010
Mulheres impossíveis: episódio de hoje, Celina
por Vinícius Novaes

Sabia que, de alguma forma, precisava transformar aquele sentimento em palavras. O seu coração não aguentava mais amar em silêncio. Despiu-se de todo orgulho. Encheu os pulmões de ar e o coração de coragem. Respirou fundo. Duas vezes. Depois, veio a dúvida: por onde começar?, pensou Celina, mulher que acabara de descobrir que amava. Achou que ser direta, e um pouco romântica, seria o melhor caminho. E foi assim que começou:

- Sei lá! Acho que o meu coração está batendo mais forte ultimamente...

- Você já foi ao médico pra ver o que é isso?

- O médico não resolveria o meu problema. Coitado... Acho que ele não entende esse lado do coração.

- Como assim?

- Seguinte: toda vez que te vejo minhas mãos começam a tremer, meus lábios ficam incontroláveis, dá um vontade de fazer sei-lá-o-quê...

- ...

- Quando vejo você entrando por aquela porta, sempre daquele jeitinho manso, meigo, fico querendo te prender pra nunca mais soltar. Quero te roubar do mundo.

- ...

- Não aguento olhar pra essa sua boca, pra esse rosto... É algo que nunca senti antes por ninguém. Nem mesmo aquele traste do meu ex, que eu jurava ter amado, conseguiu me balançar como você consegue.

- ...

- Você parece ter um poder de domínio sobre mim. Eu entro na sua órbita e sinto que minha vida não é mais minha, entende?!

- ...

- Mas, olha: eu não quero que você me veja como uma mulher antiquada, com um discurso de menininha apaixonada pelo coleguinha do colégio, viu?! Só estou fazendo, e falando tudo isso, porque... Sei lá!

- ...

- É difícil de explicar. É quase impossível, eu diria. Também eu estou pensando aqui: é complexo esse lance de descrever sentimento, né?! Acho que isso é como misturar coisas que não se misturam, como água e óleo... Comparação besta essa minha, né?! Mas acho que é isso que sou... Uma besta!

- ...

- Desculpa estar sendo tão direta assim, tá?! Mas eu acho... Quer dizer, acho não, tenho certeza... Que eu estou gostando muito de você, mas muito mesmo.

- ...

- Nossa! Vai ficar em silêncio mesmo?!

- Vamos lá fora fumar um cigarro?



Não quero que você me veja como uma mulher antiquada, com um discurso de menininha apaixonada pelo coleguinha do colégio, viu?! Só estou fazendo, e falando tudo isso, porque... Sei lá!
05/07/2010
O fim de Arnold Schwahzenegger...
Da CBN Goiânia

Arnold Schwahzenegger Santos Gonçalves, 17 anos, foi morto com um tiro na cabeça, nesta terça-feira (29) à noite, no Jardim Curitiba 4, em Goiânia. De acordo com a Polícia Militar, o assassinato pode ter acontecido por causa de uma dívida com tráfico de drogas, já que uma pequena quantidade de maconha foi encontrada ao lado do corpo do menor. O autor do crime ainda não foi localizado.
01/07/2010
Comercial sensacional...
Conseguiram passar a ideia que fizeram sem cortes...


 
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