|
|
Home Blog VBlog > Bem Estar e Saúde |
|
| VBlog > Bem Estar e Saúde |
17/11/2009 A CONSTITUIÇÃO DO CARÁTER Antropologicamente, temos a tendência em defender em primeiríssimo lugar, nossos próprios interesses aos dos outros. A princípio, é bastante natural este mecanismo de sobrevivência, desde que: defender seu próprio interesse não implique em lesar o outro.
Num evento, tive a oportunidade de analisar o comportamento de um grupo que manifestava a seguinte opinião: se “gabavam” e disputavam entre si, para saber quem mais se dava bem, “encontrando” coisas perdidas pelos outros. O primeiro havia “achado” naquele dia um aparelho de rádio/ celular, num balcão de comércio, e o quanto antes, tratou de alterar as conexões para seu próprio uso; outra dizia que, ao andar numa rua, viu a sua frente uma moça perder uma pulseira, observou se ela não havia percebido a perda, disfarçou com o pé sobre a peça, até que a legítima dona se afastasse e obviamente se apropriou da jóia; outro ainda dizia que sempre que viaja de avião, fazia questão de ser o último a sair da aeronave porque pessoas distraídas, sempre esquecem pertences para traz; e assim foi até chegar na anfitriã da casa que demonstrou aprovação e cumplicidade com o comportamento destes seus convidados.
Bem, a esta altura eu já havia desistido de manifestar o meu “obsoleto e hilário” senso de honestidade, já que parecia ser minoria absoluta e ímpar no lugar. Não gostaria de atrair a atenção de todos como razão de chacota.
Aí eu pergunto: pessoas com este ponto de vista, têm o direito de reclamar de políticos corruptos, da cobrança de imposto abusivos, do patrão que explora seus funcionários?
Eu mesma respondo: não! Tecnicamente não tem direito. O conjunto de conceitos e valores que formam o caráter de uma pessoa tem apenas uma origem, ou seja, se sua propensão é para a honestidade, então assim se comportará em qualquer ocasião ou proporção, se não é, não será para uma pulseira ou para um milhão de dólares. Só dependerá da oportunidade da manifestação do caráter.
O que quero dizer com isto é que o único fator que diferencia quem se apropria de R$ 1,00 de quem assalta um banco e leva R$ 1 milhão, é que o segundo é mais ousado que o primeiro. O princípio de desvio de caráter é o mesmo: se apropriar do que não lhe pertence.
E aí entramos no mérito, que para muitos legitima este comportamento: “não me pertencia até alguém ter perdido e eu ter achado, logo, não se caracteriza como roubo, mas sim sorte minha e azar o dele”.
Não podemos dar o nosso “jeitinho” de interpretação para justificar e distorcer os fatos. Algo perdido é aquilo que não fazemos idéia de quem é o dono, que não há maneira de identificá-lo e ainda assim, há a possibilidade de deixar o objeto onde o encontrou na esperança do dono voltar a sua procura. Todos querem ser “espertos”, ninguém quer se passar por tolo, afinal se ele não levar outro irá fazê-lo mesmo... E assim caminha a humanidade...
Caminha para uma preocupante tendência: a derrocada dos princípios de civilidade, e as próximas gerações estão assistindo seus pais se gabarem e orgulharem desta “esperteza” toda, e certamente seguirão seus exemplos.
É muito trabalhoso constituir bom senso de caráter e retidão, honestidade e honra, nenhuma pulseirinha, aparelho celular, ou o valor que seja, vale abrir mão de tamanho patrimônio. A nossa constituição psíquica é muito frágil, ela se flexibiliza com facilidade as nossas necessidades, portanto, muito cuidado com a plasticidade das interpretações acerca do que é certo pra você.
Lindalva Moraes
Psicanalista/ Psicoterapeuta |  | 22/09/2009 Dislexia A dislexia é uma desordem do aprendizado que afeta a leitura, escrita e a ortografia. Estas dificuldades podem ser acompanhadas de problemas com os números e uma memória de curto prazo pobre.
Dentre os vários distúrbios de aprendizagem é a mais divulgada, detectada normalmente na sala de aula no momento em que a criança é alfabetizada. A dislexia não é resultado de falta de inteligência, desatenção, má alfabetização ou baixa condição sócio-econômica, é uma alteração neurológica e de condição hereditária.
Segundo especialistas, uma em cada vinte crianças é disléxica (três vezes mais meninos que meninas) e estima-se que cerca de 15% da população mundial sofra de dislexia.
É importante pais e educadores observarem o desempenho da criança com relação ao aprendizado da leitura e escrita, já nos primeiros momentos escolares, caso tenham dúvidas, encaminhar este aluno para uma avaliação o mais cedo possível, com objetivo de evitar uma maior defasagem escolar e um aumento no prejuízo emocional desta criança, que percebe sua lentidão para aquisição do aprendizado. A criança disléxica não diagnosticada, se torna apática demais em sala de aula ou bagunceira demais nos bancos escolares.
Alguns sinais a serem observados nas crianças em idade escolar:
• Demora na aquisição da leitura;
• Dificuldade na escrita e ortografia;
• Dificuldades com a linguagem;
• Dificuldades com a matemática, sobretudo com os símbolos e tabuada;
• Dificuldades na compreensão de textos escritos;
• Dispersão;
• Dificuldades em copiar da lousa ou de livros;
• Confusão de esquerda e direita;
• Confusão em decorar sequência – alfabeto, dias da semana, meses do ano;
• Troca de letras na escrita;
• Dificuldades em nomear objetos e pessoas;
• Confusão em lidar com mapas, listas;
• Desorganização com datas de entrega de trabalho, perda de materiais;
• Dificuldades com coordenação motora fina (desenhos) e grossa (dança, jogos, ginástica);
• Dificuldades na aquisição de uma segunda língua;
• Pobre conhecimento de rimas (sons iguais no final da palavra);
Para que os pais fiquem atentos antes do período escolar, é importante observar na idade pré-escolar as seguintes características:
• Atraso no desenvolvimento da linguagem – começa a falar tarde;
• Dificuldades em aprender rimas e canções;
• Dificuldades com quebra-cabeças;
• Desatenção;
• Coordenação motora fraca.
É importante salientar, que os sinais acima descritos na idade escolar devem ser investigados, pois existem outros distúrbios que apresentam características semelhantes, e, que os sinais na idade pré-escolar servem como sinais de alerta aos pais e educadores.
Observadas as características acima, é importante que os pais encaminhem a criança para um diagnóstico multidisciplinar, formado por psicopedagoga clínica, fonoaudióloga e psicóloga, que deverão iniciar uma investigação criteriosa, verificando a necessidade do parecer de outros profissionais como neurologistas, oftalmologistas e outros, sempre levando em consideração cada caso.
Confirmado o diagnóstico de dislexia, esta precisará de acompanhamento profissional adequado, com objetivo de estimular a criança com atividades específicas para melhorar o aproveitamento escolar.
É importante uma boa troca de informações neste período entre família, escola e profissional. O resultado aparecerá de forma progressiva, o disléxico encontrará nas atividades propostas meios de contornar sua dificuldade e caminhar junto com os demais alunos em sala de aula.
Nádia Azimovas
Psicopedagoga Clínica |  | 17/09/2009 FÁBULAS, FANTASIAS E FRUSTRAÇÕES Aprendemos desde criancinha, a fantasiar, aliás, podemos crer que esta habilidade não é necessária ensinar a uma criança, ela a incorpora naturalmente. E os contos de infância, onde habitam as fadas, os príncipes, as bruxas, os duendes e principalmente a célebre: “felizes para sempre”, parece que toda criança está “fadada” a conhecer.
A questão, é que esta habilidade incorporada na infância, nos acompanha também na vida adulta, e muitas vezes nos prega peças, distorcendo a realidade e ofuscando a nossa visão. Assisto isto acontecer com muitas pessoas maduras, inteligentes, perspicazes e submetidas ao mesmo cativeiro: o das suas próprias ilusões.
Eu explico melhor: não é raro encontrar mulheres que idealizaram seus companheiros, depois se casaram, e projetaram essas fantasias sob seus maridos. Algumas vezes o sujeito sequer passa perto do perfil idealizado, é apenas um figurante que receberá as projeções. Mas o desavisado, quase sempre, não é informado sobre seu papel a desempenhar e, fatalmente, decepcionará a roteirista (sua esposa). Ele pode ter, e certamente tem, outras características que poderiam fazer dele um bom marido, mas elas (as suas características) não estão contempladas na fantasia inicial dela (a esposa), então não são consideradas como válidas.
O mesmo ocorre com os homens que idealizam suas gatas borralheiras: que lavam, limpam, cozinham, cuidam de filhos, e estão lindas, alegres e sorridentes esperando-os chegar, sem tecer nenhuma reclamação, sinal de cansaço ou frustração. E tem mais: muitas gatas borralheiras ainda trabalham fora, tanto quanto seus maridos.
Brincamos de faz de conta o tempo todo, só mudamos o contexto das fábulas, não fazemos isto só na infância, mas continuamos a fazer na vida adulta e não percebemos, nos frustramos, nos decepcionamos, cobramos do outro o que ele nunca se propôs a oferecer e quando somos apresentados a realidade, ainda conseguimos transferir a culpa para o outro.
Existem as pessoas que insistem em suas fantasias até o último suspiro, não abrem mão de suas idealizações haja o que houver. Mesmo se o figurante for a representação do avesso do papel idealizado, ainda assim preferem pagar o preço.
Idealizamos o trabalho, a casa, o marido, os filhos, os amigos ideais, tudo que corresponda a nossa necessidade de fábula, e deixamos do lado de fora da nossa aceitação, tudo o que não combina. E aí pode ficar de fora tanta coisa aproveitável, tanta gente boa, tantas outras qualidades não vistas, tantas verdades não ouvidas. Simplesmente porque o roteiro foi escrito a tinta e não a lápis.
Também há quem, a primeira vista, aceita o figurante como ele é, depois descobre que não corresponde ao escopo, e quer cobrar esta conta dele. Como uma Rapunzel que se sacrifica esperando o cabelo crescer por anos a fio, até descobrir que o Príncipe tem medo de altura e nunca subirá na torre, mas ela perguntou isto a ele antes, por acaso?
Já recebi no consultório, algumas mães que traziam seus filhos para tratamento terapêutico, porque eles “tinham problemas”. Quando na verdade o único problema era não corresponder às expectativas de personalidade e comportamento que a mãe havia traçado para eles.
O mesmo ocorre nas terapias de casais, onde um dos dois, ou até ambos, busca(m) a cumplicidade do terapeuta para “mudar” seu companheiro(a). Não necessariamente porque há uma patologia estabelecida, mas porque seu comportamento não combina com as expectativas do outro.
Essas fantasias, normalmente se instalam, ao longo do tempo, no âmbito na nossa inconsciência, portanto, é necessário questionar por que algo ou alguém não corresponde às nossas expectativas? Por que é consistentemente inaceitável ou simplesmente por que não combina com nosso “fabuloso universo particular”?
Os sonhos e as idealizações devem fazer parte da vida de qualquer pessoa, desde que não seja uma manifestação egocêntrica, ou um mecanismo para saciedade de carência afetiva, ou seja, se alguém se molda aos desejos do outro, isto pode ser interpretado como prova de afeto, mas não é a maneira mais saudável de fazê-lo.
Lindalva Moraes
Psicanalista/ Psicoterapeuta
|  | 02/09/2009 Psicopedagogia Clínica – o que é? O que faz? O psicopedagogo clínico tem como objetivo diagnosticar as causas das dificuldades na aprendizagem escolar e atuar com sessões interventivas para solucionar estes problemas.
Cabe aqui, no início deste artigo, esclarecer a diferença entre o psicopedagogo e psicólogo, já que pela minha experiência, muitos pais e até mesmo professores confundem qual é o trabalho de um e de outro.
O psicopedagogo clínico trabalha com problemas relacionados à aprendizagem da criança, suas dificuldades escolares, seu desenvolvimento cognitivo, seus limites na aquisição do conhecimento, organização escolar e relacionamento, ou seja, as causas e conseqüências da não aprendizagem. É fundamental que o psicopedagogo tenha conhecimento da área pedagógica e atue, ou já tenha atuado em escola, para que este conheça a real dinâmica escolar para trabalhar com uma criança que vive no ambiente escolar grande parte do seu dia, e poder inclusive, atribuir atividades pedagógicas específicas para esta criança.
O psicólogo, por sua vez, trabalha diretamente com fatores emocionais, familiares, comportamentais. Uma criança que perde um ente querido e passa a ter baixo rendimento escolar, deve primeiro ser encaminhado a um psicólogo, e se este achar necessário encaminha também para um psicopedagogo para um trabalho conjunto.
Voltando ao trabalho do psicopedagogo, as sessões diagnósticas objetivam descobrir junto à família, escola e indivíduo, através de técnicas psicopedagógicas específicas, as causas que podem estar interferindo na aquisição do conhecimento. Estas causas podem ser de origem orgânica, emocional, ambiental ou específica. É de extrema importância a participação de todos os envolvidos neste processo: psicopedagogo, família, indivíduo, escola e outros profissionais - caso a criança esteja em tratamento (neurologista, fonoaudiólogo, psicólogo, pediatra, entre outros). É comum neste período, o psicopedagogo encaminhar a criança para outros profissionais, a fim de certificar-se da existência, ou não, de alguma patologia. O trabalho multidisciplinar é muito importante tanto na fase de diagnóstico como na fase de intervenção.
É sempre importante ressaltar, o quanto é importante fazer uma investigação nas crianças que apresentam qualquer anormalidade no processo de aprendizagem. Quanto mais cedo ocorrer o diagnóstico e intervenção, melhor será o bem estar da criança, e mais fácil e rápido o tratamento, sem esquecer, que quanto mais tempo a criança passa com dificuldades, maior será a sua defasagem como aprendiz, tornando o processo mais demorado e promovendo uma baixa auto-estima na criança, produzindo, inclusive, possíveis problemas emocionais.
Com a hipótese diagnóstica traçada, o psicopedagogo promoverá as sessões de intervenção psicopedagógicas, que podem variar de uma a três vezes por semana, dependendo de cada caso. Nestas sessões serão trabalhadas atividades pedagógicas específicas ( relativas às dificuldades da criança) e atividades diversas com objetivo de desenvolver a criança no segmento em que esta se encontra menos desenvolvida.
O resultado não se dá da noite para o dia, como em qualquer trabalho terapêutico, é necessário paciência, dedicação e persistência. As crianças são singulares, cada qual com sua particularidade, necessitando de um atendimento personalizado, sensível às suas dificuldades, cabe ao profissional de psicopedagogia oferecer este atendimento de modo a tornar o momento escolar da criança, o mais prazeroso possível.
Nádia Azimovas
Psicopedagoga |  | 31/07/2009 Mini-lifting facial Dr. Otávio Macedo - dermatologista
Nova técnica de aplicação de BOTOX® é apresentada durante o
Meeting da Academia Americana de Dermatologia
Conheça os novos pontos de aplicação que promovem um efeito de mini-lifting facial
A cada ano, mais e mais novidades em tratamentos e produtos que prometem atenuar as rugas e rejuvenescer a aparência são lançados no mercado. Desde que foi aprovado para o tratamento estético das rugas de expressão, BOTOX® (Toxina Botulínica tipo A) permanece como o “queridinho” nos consultórios médicos, fato confirmado pelos dados estatísticos da ASAPS (American Academy of Aesthetic Plastic Surgery), que posicionam este tratamento como o procedimento estético não-invasivo mais realizado nos Estados Unidos. Só em 2008, foram realizados quase 2,5 milhões de tratamentos. Por aqui, segundo os dermatologistas brasileiros, BOTOX® também é um dos procedimentos mais requisitados pelos pacientes.
“As técnicas de aplicação de BOTOX® foram aperfeiçoadas e os resultados estão cada vez melhores, mais naturais e harmônicos”, comenta o Dr. Otávio Macedo, dermatologista membro da Academia Americana de Dermatologia (AAD). Uma das principais novidades apresentadas durante o Meeting da AAD em São Francisco, nos Estados Unidos, consiste em uma nova abordagem de tratamento com BOTOX®, com novos pontos de aplicação que promovem um efeito de mini-lifting facial.
Esta nova técnica tem como objetivo corrigir o equilíbrio entre os músculos faciais, alterado com o processo de envelhecimento. Desta forma, recomenda-se relaxar os músculos depressores, que fazem nossa pele “cair” e que conferem uma aparência mais entristecida. Entre os músculos trabalhados nesta nova abordagem estão os presentes na região da glabela (entre as sobrancelhas), os chamados orbicular dos olhos (que formam os pés-de-galinha), os depressores do ângulo oral (localizados nos cantos da boca) e o músculo platisma (que vai desde a mandíbula até o osso conhecido como “saboneteira”). Relaxando-os, os músculos elevadores ganham mais força, proporcionando assim o efeito de mini-lifting facial.
Além desta nova abordagem buscando o equilíbrio de forças entre os músculos depressores e elevadores da face, o tratamento com BOTOX® também se torna mais global e completo. “Isso significa olhar o rosto como um todo e tratá-lo em sua totalidade, buscando sempre o rejuvenescimento global da face”, comenta a Dra. Maria Helena Sandoval, dermatologista de Vitória, Espírito Santo.
O resultado desta nova abordagem, de acordo com os dois especialistas, é um rosto mais jovem, com as rugas naturalmente atenuadas e com naturalidade da expressão facial.
Clínica ORM |  | 21/07/2009 OS 3 R´s DO REJUVENESCIMENTO FACIAL Dr. Otávio Macedo - dermatologista
Hoje em dia, naturalidade é a palavra de ordem quando o assunto é rejuvenescimento facial. De acordo com a tendência atualmente seguida pela maioria dos países, incluindo Estados Unidos e Brasil, o tratamento global da face é o principal enfoque dos médicos nos consultórios, o que significa não mais tratar uma ruguinha ou outra, mas sim olhar o rosto em sua totalidade, considerar todas as técnicas disponíveis e buscar em cada técnica sua melhor indicação e benefício. O resultado é um rejuvenescimento com harmonia, naturalidade e equilíbrio facial.
Seguindo esta tendência, um dermatologista norte-americano criou os 3R´s do rejuvenescimento facial, que resumem perfeitamente as necessidades da pele envelhecida: Renovar a pele, Relaxar os músculos e Recuperar o volume e redefinir os contornos faciais.
O envelhecimento natural e intrínseco provoca mudanças na aparência da pele como perda de brilho, flacidez, aparecimento de manchas etc. Estas alterações são maximizadas pelo envelhecimento extrínseco, causado pelos fatores ambientais, principalmente pela ação do fotoenvelhecimento (causado pelo sol). A pele se torna mais grossa e seca. Também surgem as manchas e as rugas, primeiramente as de expressão. A pele perde o ácido hialurônico natural e, portanto, seu volume; de certa forma, ela murcha, resultando os sulcos mais profundos, as rugas estáticas e as sombras características da face envelhecida.
No Brasil, o dermatologista membro da Academia Internacional de Dermatologia Cosmética, Dr. Otávio Macedo, também utiliza o conceito dos 3R´s em seus pacientes. Segundo o especialista, eles funcionam como aspectos-chave que devem ser considerados no rejuvenescimento facial.
R1 - Renovar a pele
Renovar a pele significa tratar as manchas que se formam ao longo dos anos, principalmente com a exposição solar, atenuar as rugas mais superficiais e recuperar a firmeza do rosto. Os tratamentos mais indicados para esta finalidade são os peelings químicos ou de cristal e os lasers (Fraxel). Eles atuam recuperando a qualidade e a uniformidade da pele, estimulam a produção de colágeno e a recuperação celular. “O peeling provoca a descamação da epiderme, fazendo com que surja uma camada mais nova e saudável, sem rugas ou manchas”, explica o Dr. Otávio Macedo.
R2 - Relaxar os músculos
As rugas dinâmicas se formam pela ação dos músculos faciais durante a mímica facial. Portanto, para tratar estas rugas é necessário atuar nos músculos responsáveis por sua formação. BOTOX® (toxina botulínica tipo A) é o tratamento mais indicado para esta finalidade, pois quando aplicado, atua relaxando o músculo e atenuando as rugas. O tratamento com BOTOX® é indicado, principalmente, para os pés-de-galinha, as rugas da testa, da glabela (região entre as sobrancelhas)
“É importante destacar que o BOTOX® não deve se resumir a uma única aplicação, mas consiste em um tratamento que contribui para reeducar a mímica facial, prevenindo também o aparecimento de novas rugas”, ressalta o dermatologista.
R3 - Recuperar o volume e redefinir os contornos faciais
O ácido hialurônico é uma substância produzida naturalmente pelo organismo humano e tem a função de reter água, hidratando e conferindo volume à pele. Com o passar dos anos, ele se degrada e o organismo diminui sua capacidade de repor a substância. Os resultados são o aparecimento de rugas, flacidez e a perda de volume facial.
O rejuvenescimento global da face inclui também a recuperação deste volume perdido, a redefinição dos contornos faciais e o preenchimento das rugas mais profundas e estáticas. O tratamento mais indicado para esta finalidade é a aplicação de preenchedores de ácido hialurônico.
De acordo com Dr. Otávio, o rejuvenescimento facial deve ser tridimensional e deve considerar o rosto em sua totalidade, buscando de cada técnica o seu melhor benefício. “Um rosto jovem não é apenas livre de rugas. Ele tem volume, contornos bem definidos, luminosidade e uniformidade”, resume. Para o sucesso do tratamento, no entanto, é fundamental buscar um médico especialista habilitado na técnica de aplicação.
Clínica ORM
|  |
|
| | O Blog da Saúde é um espaço que reúne profissionais de diversas áreas da saúde como geneticista, fonoaudióloga, cardiologista, ultrassonografista e psicólogo. |
30/07/2010
|