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30/07/2010 Londres - Farnborough Durante os curtos meses de verão na Inglaterra acontecem um número enorme de festivais e eventos, todos tentando aproveitar ao máximo os dias de sol e calor. Parece que o país acorda de uma hibernação para descobrir a alegria das atividades outdoor. Um dos eventos que me chamaram atenção neste verão foi o festival de aviação Farnborough International Airshow. Esta feira, que acontece a cada dois anos em uma cidade próxima a Londres, é um dos maiores eventos do setor aeroespacial e movimenta bilhões de Libras em negócio e promoções. Como ainda não posso comprar meu próprio avião, resolvi acompanhar apenas os shows de apresentação das aeronaves, que aconteceram todas as tardes durante a semana do evento. Foi um espetáculo de tirar o fôlego. Um verdadeiro desfile de aviões de todos os tamanhos, fazendo acrobacias que eu considerava impraticáveis. Manobras que dificilmente serão vistas fora de um campo de testes (a menos que o avião estiver realmente caindo).
Vi aviões gigantescos como o Airbus A380 fazendo curvas, mergulhos e piruetas como se fosse um modelo de brinquedo nas mãos de uma criança. Tudo para impressionar os compradores e convidados. Os jatos de guerra então, nem se fala. Os F-16, F-18, Gripen e Typhon decolavam com um barulho ensurdecedor e faziam manobras ousadas a baixa altitude. E nós ali, soltando comentários de alegria e satisfação a cada pouso e decolagem. Os aviões históricos também marcaram presença. Tivemos a oportunidade de assistir a vôos raros como o do bombardeiro Lancaster escoltado por caças Hurricane e Spitfire, todos ícones da II Guerra Mundial. O que vi voando no céu de Farnborough, dificilmente verei em outro lugar. Tive o privilégio de assistir ao vôo do imenso bombardeiro Vulcan, sensação da década de 80 e da Guerra Fria. Apenas dois deles ainda continuam voando em todo o mundo. Não posso terminar sem falar sobre as equipes de acrobacia como os Blades e os Red Arrows. Esta última, composta pela elite da Força Aérea Inglesa, fazendo manobras a bordo de nove jatos Hawk. Um espetáculo que deixou marcar profundas em nossa mente. Bom, melhor do que falar é mostrar. Por isto, aproveitem a fotos abaixo e assistam ao pequeno vídeo que fiz sobre o evento.
Bons vôos!
Assista ao vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=9t33V9w48HY
Peter Goldschmidt
Membro da Família Goldschmidt e consultor de turismo da Gold Trip, uma agência de viagem especializada em América Latina.
www.familiagold.com.br // www.goldtrip.com.br
Fotos: Família Goldschmidt
 | | Farnborough Airshow 2010 |
 | | A380 |
 | | Demonstração de vôo |
 | | F16 |
 | | Farnborough |
 | | Lancaster |
 | | Apache |
 | | Helicóptero |
 | | Fãs da aviação |
 | | Felizes por esta aqui |
 | | The Blades |
 | | Red Arrows |
 | | Ases da Segunda Guerra |
 | | Vulcan |
|  | 27/07/2010 Londres - Receitas Londrinas Londres é um lugar diferente onde tudo acontece de maneira inusitada. Aqui, comportamentos considerados estranhos em outros lugares, acontecem de modo comum e corriqueiro. Para nós que estamos de passagem por estas terras, em um misto de trabalho e turismo, a informalidade e o conforto de sermos apenas visitantes nos levou a observar e viver alguns destes comportamentos. Os itens abaixo são frutos de nossa experiência e observação.
* Como fazer um homem bomba
Faça um almoço com os seguintes itens (é importante seguir a seqüência): Milkshake de chocolate do Asda, sanduíche de atum com pepino, torta de espinafre, batatas Pringles sabor cebola com vinagre, chocolate Kit-kat e chocolate Mars. Adicione 300 ml de Coca Zero. Após o almoço corra pelo parque de Greenwich fugindo da chuva. Explosão garantida ou o equivalente em flatulência.
* Onde comprar?
Há muitas opções para comprar sua moda em Londres. Tudo vai depender do tipo de roupa que procura. Para Punks, Darks, Emos e Góticos recomendamos buscar seus artigos em Camden Town. Para quem procura moda mais descolada, jovem e colorida recomendo visitar uma das feiras de Camden Town. Para quem procura peças antigas, sobras do exército, botinas e roupas de segunda mão, não se engane, o lugar certo é Camden Town. Agora se o seu negócio é roupas esportivas de marca, tênis ou camisas de times de futebol, você vai encontrar tudo o que precisa em Camden Town. Só não vá para lá se estiver procurando Gucci, Yves Saint Laurent ou Prada. Estas, você só encontrará em Regent´s Street, que no final fica a apenas 20 minutos de Camden Town.
* Como se locomover?
Esta é muito fácil de responder. Basta ir para onde deseja de ônibus, trem, metrô (Tube), catamarã, barco, ônibus anfíbio, triciclo, táxi, mini táxi, charrete, bicicleta, patins, patinete ou a pé. Tudo interligado e pago, exceto os quatro últimos itens. Quando se cansar, pare em um dos muitos parques da cidade e relaxe. Cuidado com as convidativas cadeiras de descanso espalhadas pelo gramado, estranhamente disponíveis. Elas são pagas. Uma libra e meia por hora. É mais barato deitar na grama (não tem formiga).
* Como ganhar dinheiro?
Primeiro passo, ache uma loja de fantasias e compre (ou alugue) a mais ridícula que encontrar. Depois, arranje um lugar no movimentado Queen´s Walk, no Convent Gardens ou em alguma estação do metrô. Coloque uma caixinha ou chapéu no chão e comece a cumprimentar a todos os turistas que passarem pela sua frente. Para chamar a atenção dance ridiculamente. Pronto, se tiver sorte talvez ganhe alguns trocados. Outras alternativas: Aprender música, teatro, malabarismo, mágica ou canto. Talvez seja mais rentável.
* Como se divertir?
Faça como eu, sente-se em uma praça e observe os passantes. É bom e barato.
Peter Goldschmidt
Membro da Família Goldschmidt e consultor de turismo da Gold Trip, uma agência de viagem especializada em América Latina.
www.familiagold.com.br // www.goldtrip.com.br
Fotos: Família Goldschmidt e Eduardo Bovo Junior
* Este diário se refere a viagem da Família Goldschmidt a Londres a partir de Maio de 2010.
 | | Observando |
 | | Red Box |
 | | Red Bus |
 | | Tube para tudo e todos |
 | | Polícia montada |
 | | Táxi diferente |
 | | Lanche em Greenwich |
 | | Canal de Camden |
 | | Sandra em Camden Town |
 | | Peter em Londres |
 | | Michael Jackson e Garibaldo |
 | | Vale tudo para ganhar dinheiro |
|  | 19/07/2010 Londres - Museus em Londres Londres não é velha, é antiga, muito antiga. Sua fundação foi feita pelos romanos no ano de 43 d.C. Deste então tem crescido e recebido pessoas vindas de todas as partes da Europa e do mundo. No auge do seu desenvolvimento e poder a Inglaterra controlava territórios em praticamente todos os cantos da terra, do extremo Oriente às Américas. Era chamado de “Império onde o sol nunca se põe”.
Talvez devido a estes dois fatores a cidade de Londres tenha reunido em um só lugar tantos museus e tantas relíquias. Ninguém soube me dizer quantos museus a cidade possui, mas entre públicos e privados posso garantir que são mais de cem. Desde que cheguei aqui tive oportunidade de visitar alguns deles e fazer uma lista imensa daqueles que ainda quero conhecer. Dentre todos os museus londrinos, quero destacar aqui o que considero a Tríplice Coroa: O Museu Britânico, Museu Victoria & Albert e o Museu de História Natural, so far o meu preferido. Cada um deles tem sua característica e estilo, mas todos têm uma coisa em comum: são gigantescos e impossíveis de se visitar em um só dia. Faço abaixo um resumo dos museus que visitei e recomendo:
Museu Britânico
Fundado em 1753 é considerado o museu mais antigo do mundo e também um dos mais completos no que se refere a artefatos históricos trazidos de todas as partes do mundo. Templos gregos, colunas romanas, múmias egípcias, afrescos babilônicos, estátuas hindus, túmulos etruscos e vasos chineses, todos “importados” por colonizadores e arqueólogos durantes os séculos de ocupação britânica. Um dos maiores destaques do museu são o Homem de Lindow, um individuo de quase 2 mil anos achado quase intacto sob a turfa de um pântano e a Pedra de Roseta, um dos achados arqueológicos mais importantes de todos os tempo, pois permitiu ao francês Jean-françois Champollion desvendar os mistérios dos hieróglifos egípcios.
Museu Victoria & Albert
Criado no século XIX reúne uma imensa coleção de objetos decorativos de todos os tempos e de todos os cantos do planeta. Suas galerias formam um labirinto de 11 km distribuídos em 6 níveis. Abrange itens devocionais e religiosos, móveis, objetos do dia a dia, estátuas, túmulos e itens de arquitetura urbanística. O que não foi possível ser adquirido pelo museu foi reproduzido em tamanho natural, como por exemplo, a Coluna de Trajano e a estátua de David de Michelangelo. A galeria de estátuas possui obras famosas inclusive várias peças de Rodin. Vale a pena conhecê-lo com calma.
Museus de História Natural
O próprio prédio deste museu já vale por si só uma visita. Construído em 1881 na forma de catedral, possui na sua fachada esculturas e entalhes de animais e seres mitológicos. As paredes são cobertas de relevos de peixes, aves e as colunas adornadas com figuras de símios. O teto é um mosaico de plantas e arbustos. Ao entrar no suntuoso hall, somos recebidos por um esqueleto de dinossauro com mais 10 metros de comprimento. E este é só o começo. O museu se divide em áreas como arqueologia, botânica, insetos, corpo humano e minerais. A galeria dos fósseis é espetacular e inclui um dinossauro Rex mecânico em tamanho natural. A sala dos minerais é imensa e termina dentro de um cofre onde estão guardados itens com o maior diamante do mundo, uma rocha de marte e diversas pedras preciosas de valor inestimável. Outro lugar impressionante é a sala dos cetáceos com esqueletos e reproduções de baleias em tamanho natural. É um museu para visitar várias vezes e voltar depois para ver tudo de novo. Eu já fui lá 4 vezes.
Pensa que acabou? Que nada, Ainda faltam outros 97 museus para completar minha lista. Ok, não vou detalhá-los aqui, mesmo porque ainda não visitei a maioria deles. Façamos o seguinte: Faço abaixo algumas outras sugestões e você vem conhecê-los pessoalmente. Ok?
Museu de Ciência – Nele você poderá ver a cápsula da Apolo 10 e assistir a um filme 3D no Imax.
Museu Imperial da Guerra – Uma coleção de aviões, bombas, tanques e vários artefatos usados nos conflitos bélicos do século XX.
Museus da Royal Air Force (RAF) – Um dos mais completos do mundo. Inclui bombardeios clássicos como Lancaster e B-17, caças como o Spitfire, Huricane e Mustang, além de aviões modernos como o gigantesco bombardeiro Vulcan.
Tate Modern – Várias exposições de arte moderna e de vanguarda. Só o prédio do museu, nas margens do Tâmisa, já vale a visita.
Museu de Londres – Bem montado. Conta a história da cidade desde a pré-história até os dias de hoje.
Museu Marítimo (Greenwich) – Relata a importância da marinha para o comércio, conquista e proteção do Reino Unido.
Peter Goldschmidt
Membro da Família Goldschmidt e consultor de turismo da Gold Trip, uma agência de viagem especializada em América Latina.
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Fotos: Família Goldschmidt e Eduardo Bovo Junior
* Este diário se refere à viagem da Família Goldschmidt a Londres a partir de Maio de 2010.
 | | Múmias no Museu Britânico |
 | | Museu Victoria & Albert |
 | | Sala das réplicas |
 | | Ingrid na ala egípcia |
 | | Detalhes no Museu de História Natural |
 | | Museu de História Natural 1 |
 | | Museu de História Natural 2 |
 | | Rodin e Matisse |
 | | Tate Modern |
 | | Apollo 10 |
 | | Museu Imperial da Guerra |
 | | Museu RAF |
|  | 09/07/2010 Londres - Hoje eu vi um inglês Amazing!, Incredible! Coisa rara!
Estava andando distraído por uma das pontes de Londres quando de repente eu o vi. Um sujeito alto, claro e olhos azuis. Andava ereto com ar de quem sabia onde estava indo, mas não tinha muita pressa. Vestia um terno bem cortado, tinha um chapéu sobre a cabeça e carregava um indefectível guarda chuva preto. Não tive duvida, depois de várias semanas encontrei um autentico inglês Londrino.
Eles são raros hoje em dia, especialmente no centro da capital do país. É mais fácil encontrar pessoas de mil nações do que um autêntico e tradicional súdito da rainha. Eles se afastaram para os subúrbios ou sítios no interior, talvez fugindo da horda de imigrantes que invadiram a Inglaterra nas ultimas décadas, muitos deles brasileiros.
É interessante como as comunidades estrangeiras cresceram dentro da cidade. Cada bairro abriga gente vinda de um país ou região. Os brasileiros estão em Bayswater, os africanos em Peckham, os persas em Edgward Road e os imigrantes vindos do leste europeu, bom, estes estão por toda parte. Caminhar pela Oxford Street é fazer uma volta ao mundo em poucos quarteirões. Bem, caminhar é modo de dizer. Desviar seria o verbo correto. É gente que não acaba mais, tanto de dia como de noite. Leicester Square e Piccadily Circus é a mesma coisa. Uma verdadeira Babilônia, desta vez não com jardins suspensos, mas com lojas de grife, ônibus vermelho e barulho, muito barulho. Parece que há uma competição de sirenes entre os serviços de emergência da cidade. Quem tem a sirene mais estridente e incômoda ganha. Até agora meu voto vai para as ambulâncias. Os feridos daqui podem até ser resgatados e curados, mas com certeza saem da ambulância com um sério problema auditivo.
Talvez por isto o inglês tenha sumido. Afinal, estes senhores acostumados a rotina, ao chá das cinco, a ordem e pontualidade devem se sentir meio incomodados com os novos costumes, sabores e odores que se espalham pelo ar e pela sarjetas da cidade.
Bem tenho que ir. Quem sabe dou sorte e encontro outro inglês.
Peter Goldschmidt
Membro da Família Goldschmidt e consultor de turismo da Gold Trip, uma agência de viagem especializada em América Latina.
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Fotos: Família Goldschmidt e Eduardo Bovo Junior
* Este diário se refere à viagem da Família Goldschmidt a Londres a partir de Maio de 2010.
 | | Cultura 3 |
 | | Cultura 4 |
 | | Cultura 5 |
 | | Cultura 8 |
 | | Cultura 7 |
 | | Cultura 1 |
 | | Cultura 6 |
 | | Cultura 2 |
 | | Oxford Street |
 | | Regents Street |
|  | 01/07/2010 Londres - Londres com cerimônia Pompa. Creio que esta é a palavra que melhor define toda e qualquer cerimônia londrina. Os ingleses têm um dom especial para transformar qualquer evento em uma cerimônia digna da presença da rainha. E são muitos, distribuídos durante todo o ano, relembrando datas importantes ou marcando mudanças na cidade. Alguns deles nos parecem estranhos como por exemplo o Oak Apple Day, que relembra quando o rei Carlos II teve que se esconder (de Oliver Cromwell) dentro de um carvalho. Em Novembro, durante o Silent Change, o prefeito em término de mandato, entrega as chaves da cidade ao novo prefeito em uma cerimônia quase sem palavras. No dia seguinte o novo mandatário desfila pela cidade em uma carruagem ricamente adornada.
Creio que a mais famosa cerimônia Londrina seja a “Troca da guarda real” em frente ao palácio de Buckingham. Ela acontece todos os dias durante o verão, pontualmente as 11h30 e é realmente impressionante! Os ingleses transformaram a simples troca de turnos dos soldados em uma cerimônia cheia de cor, música e ordem que atrai diariamente centenas de espectadores.
No entanto, o que pouca gente sabe, é que outra cerimônia igualmente importante acontece meia hora antes apenas a poucos metros dali. É a “Troca da guarda da Cavalaria Real” no pátio da Horse Guards. Diariamente às 11hrs (aos domingos às 10hrs) os cavaleiros vindos do Palácio de Buckingham encontram-se com os cavaleiros saindo do quartel e trocam estandartes e ordens. Os cavalos são belíssimos e muito bem disciplinados. Uma banda (montada) faz apresentações enquanto cavaleiros em uniforme de gala conversam com o público.
Se você tiver sorte, sua viagem pode coincidir com outros eventos públicos menos comuns, mas igualmente belos. Um deles é a Saudação Real de canhões. Ele acontece apenas alguns dias por ano para marcar o aniversário da rainha e do seu esposo e o dia da coroação de Elizabeth II. São disparados 42 salvas de tiro no Hyde Park e 62 salvas na Torre de Londres.
Em meados de Junho acontecem duas grandes paradas. Uma é a Trooping the Colors, onde a rainha passa em revista sua tropa e recebe homenagens. Outra é a Beating Retreat, uma apresentação especial da guarda pessoal da rainha. As duas cerimônias acontecem no pátio do Horse Guard, no mesmo lugar onde o rei Henrique VIII (aquele que decapitou sua esposa) organizava os torneios entre cavaleiros medievais.
Enfim, seja qual for à época da sua visita a Londres, procure saber o que esta acontecendo. Quem sabe você não vê algo diferente e acaba até dando um tchauzinho pra rainha.
Peter Goldschmidt
Membro da Família Goldschmidt e consultor de turismo da Gold Trip, uma agência de viagem especializada em América Latina.
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Fotos: Família Goldschmidt e Eduardo Bovo Junior
* Este diário se refere à viagem da Família Goldschmidt a Londres a partir de Maio de 2010.
 | | Cerimônias com pompas |
 | | Carruagem do prefeito |
 | | Em frente do palácio de Buckingham |
 | | Breating Retreat |
 | | Breating Retreat 2 |
 | | Banda Militar |
 | | Troca de guarda |
 | | Pátio da Horse Guards |
 | | Soldado em Horse Guards |
 | | Sandra muito em guardada |
 | | Horse Guards |
 | | Salva de tiros |
|  | 24/06/2010 Londres - Greenwich e Tâmisa Muitos consideram Londres como sendo o centro do mundo. E ela é no que se refere aos horários e as datas. Acontece que por aqui passa o Meridiano de Greenwich, a linha imaginária que divide o mundo em duas partes, estabelecendo o marco zero para os fusos horários e a marcação das longitudes do planeta. Este mediano foi estabelecido em 1851 por Sir George Biddell Airy e deste então tem sido a referência mundial para localização, data e hora. A linha do meridiano passa por dentro do parque que lhe empresta o nome, na verdade, passa por cima do Real Observatório de Greenwich, lugar que já foi freqüentado por ilustres cientistas. O observatório foi construído sobre uma colina bem no centro do parque e desde o alto se pode ver o rio Tâmisa e a Casa da Rainha. Este palacete já foi residência de verão da monarquia inglesa por vários séculos. Um dos seus habitantes ilustres foi o rei Henrique VIII.
Passamos a manhã no parque, visitamos o observatório e o museu que ele abriga. Nele pudemos ver peças interessantes ligadas à astronomia e a marcação do tempo. Logo na entrada um relógio chamou nossa atenção. Seu mostrador tem 24 horas e não 12 como é comum. Outro relógio interessante está no jardim. É um relógio solar com a escultura de dois golfinhos, onde a sombra das caldas é que marca a hora certa. Não pudemos também deixar de tirar uma foto (turisticamente obrigatória) sobre a linha do meridiano, um pé no leste e outro no oeste.
Depois de muitas fotos, descemos para a movimentada comunidade de Greenwich. Ao redor da igreja se estendem ruas simpáticas e bem arrumadas. Aos finais de semana é montado o Greenwick Market, onde se pode encontrar quase de tudo, desde comidas típicas até moedas raras. Nas margens do rio, um conjunto de prédios seculares e imponentes abriga o Naval Royal College e o Museu Nacional Marítimo, este último, digno de uma visita. Próximo ao rio, encontramos o Cutty Sark, um genuíno navio comercial do século XIX aberto a visitação.
Desde o píer de Greenwich embarcamos em um catamarã que faz o transporte regular através do Tâmisa. Estes barcos, que também oferecem serviços turísticos ligam Greenwich à região de Westminster, onde está o Parlamento. É uma maneira diferente de ver Londres, pois desde o rio pode-se observar com cuidado as fachadas dos prédios, conjuntos residências, igrejas e as pontes. No percurso atravessamos por debaixo de 10 delas, inclusive da mais bela de todas, a Tower Bridge. Tivemos a sorte de vê-la se abrir no momento da nossa passagem. Um espetáculo impressionante.
Nosso passeio terminou em frente à London Eye, uma gigantesca roda gigante as margens do Tâmisa. Foi um dia incrível que deixou um desejo de conhecer mais e mais desta linda cidade, que para nós hoje é o centro do mundo.
Peter Goldschmidt
Membro da Família Goldschmidt e consultor de turismo da Gold Trip, uma agência de viagem especializada em América Latina.
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Fotos: Família Goldschmidt e Eduardo Bovo Junior
* Este diário se refere a viagem da Família Goldschmidt a Londres a partir de Maio de 2010.
 | | Greenwich |
 | | Observatório de Greenwich |
 | | Centro de Greenwich |
 | | Parque de Greenwich |
 | | Família Goldschmidt sobre o meridiano |
 | | Relógio com mostrador de 24 horas |
 | | Relógio Solar |
 | | Vista para o Tâmisa |
 | | HMS Belfast |
 | | Passeio no Tâmisa |
 | | Pier de Westminster |
 | | Tower Bridge |
|  | 18/06/2010 Londres - London Caden No domingo passado fomos a Camden Town, um dos melhores lugares de Londres para se comprar roupas, antiguidades, artesanato, móveis, coisas usadas e itens que não se encaixam em nenhuma das categorias citadas acima. Camden, está na região norte de Londres e com fácil acesso através do metro (northem line) ou de ônibus. Você pode visitá-la em qualquer dia da semana, mas é nos finais de semana que ela fica mais cheia. Nestes dias, basta sair da estação para encontrar um verdadeiro mar de gente de todas as origens e tribos. Os mais chamativos são os Punks, que elegeram Camden como seu reduto a mais de 20 anos. Seus cabelos coloridos no estilo moicano, suas tatuagens e piercings sempre atraem nossa atenção. Não os fotografe sem permissão, pois eles não gostam.
Camden não é apenas um mercado, são muitos. Cada um com uma variedade incrível de ofertas. Você encontra lojas de discos de vinil, uniformes autênticos da segunda guerra mundial, cerâmica, arte alternativa, roupas usadas, roupas novas, decoração e artigos esportivos, além de roupas especialmente feitas para Darks, Góticos, Emos e outras tribos e tendências. Estar em Candem é como voltar no tempo e sentir-se no meio de um mercado da antiga Babilônia, tamanha a quantidade de línguas faladas e países representados ali. As barracas de comida são as que melhor expressam esta variedade. Você pode escolher entre especialidades argentinas, nepalesas, jamaicanas, japonesas, chinesas, polonesas, paquistanesas, turcas, alemãs, indianas, mongol, africanas, polinésias, enfim, sabores e temperos de quase todos os lugares do mundo, inclusive autênticos churros e cocadas feitos por brasileiros.
Dentre os vários mercados, o meu preferido é o Stable, que como o nome já diz, foi construído usando a estrutura de um antigo estábulo. É ricamente decorado com estátuas de ferro e bronze representando cavalos e carroceiros. Este centro de comprar é um verdadeiro labirinto, composto de vários pisos e túneis, onde cada cocheira foi transformada em uma loja. O lugar é fascinante!
Outro passeio imperdível é conhecer o Camden Lock, uma das dezenas de eclusas de cidade. Londres é cortada por vários canais que correm em todas as direções. Por eles, passam barco de turismo que levam o visitante para conhecer a cidade desde uma perspectiva diferente. Por causa do relevo da cidade, estes canais possuem centenas de eclusas que servem para subir ou descer as embarcações aos diferentes níveis de água. Uma delas é a Camden Lock, bem perto da estação do metro (tube). Nos finais de semana, você pode vê-la em funcionamento com a passagem de vários barcos. A partir de Camden Lock você pode fazer um passeio de barco para o zoológico ou a Little Venice por apenas 5 ou 6 Libras. Vale à pena! Outra opção é caminhar pela margem do canal e desfrutar de lindas paisagens e de muita paz. Apesar de estar no meio da cidade, o silêncio é impressionante. Enfim, se estiver na cidade, não vá embora sem passar por Camden, este pedaço diferente da alma londrina.
Peter Goldschmidt
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Fotos: Família Goldschmidt e Eduardo Bovo Junior
* Este diário se refere à viagem da Família Goldschmidt a Londres a partir de Maio de 2010.
 | | Camdem Town |
 | | Para todos os gostos |
 | | Lojas alternativas |
 | | Para chamar a atenção |
 | | Para chamar muita a atenção |
 | | Donut humm! |
 | | Um pouco de tudo |
 | | Para todos os gostos |
 | | Stable Market |
 | | Lojs nas cocheiras |
 | | Camdem Lock |
 | | Canal de Camdem |
|  | 14/06/2010 Pelados em Londres Passeando pelo Hyde Park demos de cara com um cena inusitada, cerca de 300 ciclistas, completamente pelados, cruzaram a nossa frente soprando apitos e tocando buzinas. Chocante? É porque você não estava aqui. Foi interessante!
Tratava-se de um protesto contra o uso de carros e combustível fóssil. Os peladões tentavam chamar a atenção para o uso da bicicleta como veículo alternativo e menos poluente. Alguns patinadores e corredores também se juntaram a manifestação. Muitos desfilaram com o corpo pintado, usando chapéu ou uma máscara engraçada. Outros, usavam acessórios como piercings e apenas seus “acessórios naturais”, enfim uma grande variedade de nus artísticos ou melhor, “protestísticos”. A manifestação foi um grande sucesso, reuniu muita gente, parou o trânsito, mas duvido que alguém tenha prestado atenção em alguma bicicleta.
E protesto é o que não falta por aqui. As ruas londrinas são um campo fértil para as mais variadas opiniões contra ou a favor de alguma coisa. Hoje mesmo em Picadilly Circus havia um grupo de jovens pedindo esclarecimentos sobre a morte de Michael Jackson e protestando contra a falta de justiça. Na praça do Parlamento, próximo ao Big Ben um grupo acampado há vários meses protestava contra a guerra do Iraque e do Afeganistão. Outro acampamento marca presença contra a invasão da Palestina por Israel. E assim por diante. Todo mundo tem alguma coisa para dizer ou protestar. No Speakers Corner’s, em Hyde Park, todos os domingos tem um montão de gente protestando contra um montão de coisa. Outro dia vi um cara com uma placa que dizia “Against Everything” ou seja, sou contra tudo. Viva a liberdade de expressão!
Veja vídeo do protesto aqui: http://www.vimeo.com/12515110
Peter Goldschmidt
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Fotos: Família Goldschmidt e Eduardo Bovo Junior
* Este diário se refere à viagem da Família Goldschmidt a Londres a partir de Maio de 2010.
 | | Protesto londrino |
 | | Ninguém olhou para a bicicleta |
 | | Protesto diferente |
 | | Como se destacar na multidão |
 | | Todos os tipos |
 | | Surpreso |
 | | Entrevistado bem a vontade |
 | | Protesto em Picadilly |
 | | Parlament Square |
 | | Justiça para Michael Jackson |
|  | 03/06/2010 Londres - Diversidade Hoje, quando sai do trem, encontrei uma mulher que carregava um pênis flutuante. Isto mesmo, era um balão de gás, destes de aniversário, todo brilhante em cores rosa e prateado, no formato de um pênis ereto com bolas e tudo. E tem mais... o pênis estava sorrindo. E a mulher também. Este encontro inesperado (e um pouco constrangedor) ilustra bem o que é Londres, um lugar onde todos os tipos, tribos e tendências se encontram, sem que ninguém se incomode uns com os outros. A regra áurea nas ruas londrinas é: Mind your own business (Cuide da sua própria vida).
Tem sido assim há muito tempo e talvez por isto, todos os habitantes do mundo se sintam muito a vontade por aqui. Por ser uma cidade cosmopolita e eclética, Londres recebe de braços abertos pessoas vindas de vários cantos do planeta que trazem consigo seus costumes e crenças, alguns deles difíceis de serem vistos no Brasil. Mulheres usando burca preta, somente de olhinhos de fora, vocês vê as dezenas. Indianos com turbantes ou senhores muçulmanos de longas barbas, as centenas. Africanos com suas roupas típicas e mulheres com grandes turbantes coloridos são comuns aos domingos, enquanto góticos, punks, darks, emos estão representadas todos os dias em todos os lugares, especialmente nas feiras livres.
É lógico que não faltam seres exóticos que caminham bem à vontade pelas ruas. Seres mega-coloridos, descombinantes, ultramodernos, enfim uma fauna alternativa que dificilmente se reuniria em outra parte do mundo. Nos trens, nos ônibus ou no metrô, você encontra gente vestida das formas mais diferentes possíveis. Sexta e sábado são os dias mais incríveis, pois muitos vão a festas a fantasia usando o transporte público. Não é difícil cruzar com um Mickey Mouse ou o conde Drácula lendo jornal ou escutando seu Ipod no metro.
As instituições do governo, apesar do conservadorismo inglês, também estão abertas para empregar as pessoas respeitando o jeito de cada um. Outro dia encontrei um punk na estação de South Kensington. Ele usava um penteado colorido estilo moicano e algumas dezenas de piercings no rosto. O diferente é que ele vestia um uniforme do Cia do Metro e ajudava os passageiros a passarem pela catraca eletrônica. Aqui é muito difícil perder uma vaga de emprego por sua aparência pessoal. O que conta mais é sua competência.
Outro exemplo da diversidade são os cultos religiosos. Religiões de todos os lugares da terra estão representadas aqui, cada uma muito a vontade para expressar suas crenças e costumes. Um exemplo de diversidade e liberdade de expressão é o Speaker’s Corner, dentro do Hyde Park, um dos mais famosos parque de Londres. Neste lugar, devido a uma lei promulgada em 1872, é possível falar de tudo e sobre tudo sem “quase” nenhuma restrição. Só os excessos são contidos. Todos os domingos centenas de pessoa se reúnem ali para discutir temas polêmicos como aborto, religião, política e até futebol. As discussões são calorosas e normalmente terminam bem, mas sem ninguém convencer ninguém.
Enfim, Londres é isto, um ícone da diversidade deste mundo globalizado. Um paraíso de liberdade para quem quer viver da maneira que achar correto. Aqui não existe moda. A única moda que vale é aquela que você acabou de inventar. O que importa é se sentir bem e respeitar o cara que está do seu lado.
Peter Goldschmidt
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Fotos: Família Goldschmidt e Eduardo Bovo Junior
* Este diário se refere a viagem da Família Goldschmidt a Londres a partir de Maio de 2010.
|  | 24/05/2010 Londres - Cem dias seriam poucos Há muitos lugares para se visitar em Londres. Primeiro, porque está cidade tem quase mil anos de história e, portanto, muitos personagens famosos nasceram, viveram ou morreram aqui. Segundo, porque ela foi à capital do “Império onde o sol nunca se punha”, um vasto conjunto de colônias espalhadas por todos os continentes da terra. Hoje, caminhando por suas ruas, vemos um pouco de cada lugar que já foi dominado pelos britânicos, seja através de monumentos e artefatos, seja através das pessoas que vieram das colônias para viver aqui. Não é a toa que Londres é uma das capitais mais visitadas do mundo. Todos os dias crescem o número de atrações voltadas ao turismo. São centenas de opções para todos os gostos que cobrem desde passeios no rio Tâmisa até caminhadas noturnas para conhecer os locais dos assassinados de Jack, o estripador.
A quantidade de parques e museus é imensa. Tem museus de tudo. Desde coleção de leques até de aviões de guerra. Os museus públicos são gratuitos e abertos sete dias por semana. Alguns deles são realmente grandes, como é o caso do museu de História Natural, do Victoria & Albert e do impressionante museu Britânico. Mas, além de muita história, Londres também tem muitos parques. São centenas deles espalhados pelas cidades, fazendo desta uma das capitais mais verdes do mundo. O meu preferido é o Regent´s Park, por causa dos seus gramados, jardins, lagos e o imperdível Rose Gardens (Jardim das Rosas). Imperdíveis também são o Hyde Park, San James Park e o jardim botânico Kew Gardens.
Londres também é a terra dos shows, concertos e do teatro. Basta olhar os anúncios no metro para ficar perdido no meio de tantas opções. Só nos próximos meses se apresentarão por aqui nomes como Paul Macartney, Aerosmith, Black Eyes Peas, entre outros. Teatro então, nem se fala. São dezenas de diferentes opções, desde peças consagradas como “O Fantasma da Opera” até produções recentes, como o musical “ Wicked”.
Agora, se há algo que facilita muito ao turista conhecer a cidade é o transporte público londrino, que aqui funciona muito bem. Trem, ônibus e metro são totalmente integrados e é possível chegar a qualquer local ou atração usado a combinação destes meios. São pontuais e relativamente limpos. Não é um transporte barato, mas pode-se economizar muito comprando passes diários ou semanais. Apesar de ser considerada uma das cidades mais caras da Europa, Londres tem também coisas muito baratas. Roupas, tênis, e alguns eletrônicos podem ser comprados mais baratos que no Brasil. Basta procurar lojas como a Prymarc, National Sports, Carphone Warehouse ou Argos, especializadas em desconto. Vale à pena pesquisar e trazer uma mala extra para levar algumas lembranças.
Acho que cem dias seriam poucos para conhecer esta cidade. Isto sem falar nos arredores e bairros mais distantes. Agora, se você não tem cem dias, compre um bom guia e trace uma estratégia para conhecer o mais que puder, durante o tempo que tiver. Afinal, uma viagem a Londres não é para se descansar e sim para caminhar.
Peter Goldschmidt
Membro da Família Goldschmidt e consultor de turismo da Gold Trip, uma agência de viagem especializada em América Latina.
www.familiagold.com.br // www.goldtrip.com.br
Fotos Família Goldschmidt e Eduardo Bovo Junior
* Este diário se refere à viagem da Família Goldschmidt a Londres a partir de Maio de 2010.
 | | Palácio de Buckingham |
 | | Victoria Station |
 | | Barcos no rio Tâmisa |
 | | San James Park |
 | | Picadilly Circus |
 | | Transporte para qualquer lugar |
 | | Típico ônibus londrino |
 | | Família Goldschmidt esperando o trem |
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| | A Família Goldschmidt, que é de Atibaia, da nossa região de cobertura, inicia a expedição "Giro Pela América", que tem como objetivo percorrer todos os estados brasileiros e todos os países da América do Sul. Depois de realizarem duas etapas de longa duração, uma pelos países o Cone Sul (1999 a 2000) e outra no Brasil (2002 a 2004), agora os aventureiros visitarão o Peru, conhecido como o País dos Incas. |
30/07/2010
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