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27/07/2010 Ah, minha São José Por Luis Daniel
São José dos Campos, a cidade onde eu nasci e vivo até hoje. Desses 243 anos estou há apenas um pouco mais de um décimo do tempo.
Já é pleonasmo dizer, mas ela é a cidade dos contrastes. Vive o ápice da tecnologia aeroespacial, enquanto contrata com as características de cidade do interior, bem rural.
Nos meus 25 anos, vi uma cidade que não tinha escolas para receber alunos com algum tipo de deficiência no ensino público e hoje possui um dos maiores projetos de acessibilidade do Estado e quem sabe, do país. Seria muita hipocrisia de minha parte negar isso.
Estudei numa escola pública perto da minha casa que só tinha escada (ou então, uma rampa para a entrada de carros dos professores). Hoje, ela tem uma rampa de acordo com as leis paralela à mesma escada.
Aqui no blog, exerço meu direito de cidadão e o dever de jornalista para termos uma sociedade cada dia melhor. Reclamo pois sei dos potenciais de São José e não por apenas reclamar.
Há muito o que fazer, em termos de inclusão, mas que não diz respeito somente à infraestrutura, políticas públicas e o cumprimento das leis e sim na mentalidade das pessoas em geral.
Não digo que nunca vou sair de “Sanja”, mas vai precisar ser algo que me dê garantias de um futuro mais próspero e com qualidade de vida, caso contrário, aqui sempre será o meu lugar.
Parabéns a São José, pelos seus 243 anos de muita história pra contar.
Sei que estou meio atrasado, mas esta é minha homenagem à minha cidade. |  | 22/07/2010 Se eu soubesse antes, o que sei agora Por Luis Daniel
Estou lendo um livro de uma amiga, seu TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) que fala, claro, de pessoas com deficiência. Estou bem no começo, mas já fez lembrar de várias histórias da época de faculdade. Esta talvez tenha sido a primeira vez que pensei em escrever sobre inclusão.
No primeiro ano da faculdade, sempre temos que fazer as visitas técnicas - conhecer empresas do ramo em que vamos atuar. Adivinhem qual foi a primeira visita técnica que fiz pra onde fui...
Quem pensou na "poderosa" acertou (Opa, estou escrevendo no VNews, né? olha o respeito, menino!!!). Mas quem está achando que vou falar da acessibilidade da TV Globo, errou e feio.
Me lembro muito bem daquele dia. Fomos de ônibus até a sede paulista da emissora, chegando, lá precisávamos nos dividir em grupo para que 40 estudantes baderneiros do interior não invadissem os estúdios da TV
Do nada, alguém acha melhor que o menino da cadeira de rodas, no caso eu, tinha que ir na primeira turma, que por sei lá motivo, não tinha nenhum de seus colegas de sala, somente um professor que não dava aula para ele e um monte de alunos de anos superiores se sentindo!
Resultado: depois fiquei sem assunto com a galera da sala. Eu não sabia, mas aquele dia eu seria iniciado no mundo do HDTV (que pra mim, HD era só o disco de dados do computador, sério!)
Depois da visita, precisávamos arrumar algo para comer, porque, pelo menos naquela época, a Globo não oferecia nenhum lanchinho para seus visitantes universitários e assim começa "meu drama":
O professor Filipe e eu fomos encarar a selva de pedras paulistana para sair da TV e chegar ao Shopping Morumbi.
Num dado momento, nos deparamos com cruzamento e pasmem: tinha uma rampa bacaninha para descer! Agora pasmem mais ainda e chorem comigo (tá todo mundo sentado, né?). Quando estávamos no meio da rua literalmente, percebemos que no outro lado da calçada, a rampa simplesmente não existia. Vai parecer biba, mas fiquei chocado com aquilo!
Eu realmente estava aprendendo como era ser um pouquinho independente dos meus pais. Estava eu ali no meio da rua ao lado de um monte de gente que eu mal conhecia, mas era quem poderia me ajudar.
Pensei comigo: vou ter que escrever algo sobre isso porque não é possível isso acontecer (como eu era inocente!)
Fizemos uma manobras radicais e conseguimos subir a calçada sem eu precisar me estatelar no chão.
Comecei a contar pra todo mundo aquele absurdo e todos diziam que deveria fazer isso mesmo! Mas não fiz... |  | 20/07/2010 Esforço é bom eu gosto Por Luis Daniel
Estão a fim de um tema polêmico? Então hoje vai um...
Esses dias, falei aqui no blog que existe uma “espécie” de deficiente que adora ser ajudado pelos outros, quando na verdade, não precisaria de tanta ajuda assim e hoje quero ir mais fundo ao assunto. Posso? (como se tivesse de pedir permissão a alguém aqui hehehe).
Já deixo bem claro no começo que nem todos são assim, muito menos a maioria.
Tem ser humano que está na cadeira rodas que faz que questão de dizer que não sabe ou não tem forças para empurrar a cadeira só para os outros oferecerem auxílio e ele – com aquela cara de cachorrinho abandonado – faz o “sacrifício” de aceitar a ajuda, assim bem cara de pau.
Ainda tem aquele que o mais indicado era estar numa cadeira de rodas e faz questão de não estar para ser carregado pelos outros daqui para ou de cá para lá.
Quando eu fui pedir a minha cadeira motorizada na prefeitura em 2006, um dos critérios de avaliação era a minha necessidade de uma. Não por faltar forças nos braços parara conduzir uma cadeira manual, e sim pelas atividades que eu tinha no dia-a-dia e não precisar de ajuda para me locomover em longas distâncias (claro, quando há acessibilidade adequada).
Conheço gente que não pode nem pensar em fazer força que já cansa, é louco para ter uma cadeira de rodas motorizada, mas nem para isso se esforça.
Cansei de ver por ai, deficientes que têm condições claras de estar trabalhando formalmente, mas não está porque têm medo de perder os benefícios pagos pelo governo , como o LOAS. Ou seja, receber sem trabalhar.
Não estou dizendo que essas pessoas poderiam ser completamente independentes (impossível!!!), mas sou daqueles que pensam quanto mais autonomia e produtividade melhor.
Desculpem a quem não tem nada a ver com isso, mas o que escrevi estava engasgado na “guela” deste jornalista que tenta um lugar ao sol (ou numa redação que “tava bão demais!!!”).
|  | 15/07/2010 Novidades nem tão novas assim... Por Luis Daniel
Esse tal desse frio sempre me deixa desanimado para fazer o que devo. Tive tantas de ideias para colocar aqui, mas não consegui desenvolver nenhuma.
Ia falar, digo, escrever, sobre a situação ridícula que eu passei ao ir ao Revelando São Paulo na semana passada com a minha mãe, a gente não encontrou vagas para deficientes físicos no local. Segundo um “marronzinho”, não havia vagas desse tipo porque o estacionamento era de terra (fala sério, nunca ouvi falar nisso). Mas como eu não consegui uma resposta que fosse da secretaria de Estado da Cultura, não vou falar sobre isso aqui, ta?
Com esses miolos congelando, nem consegui fazer um texto sobre a Copa do Mundo (Êpa, isso não é no outro blog? É verdade, né? Deixa pra lá...).
Até que enfim, estou trabalhando e ganhando meu próprio pão com “mortandela” de cada dia. E o mais legal, não preciso falar de inclusão toda hora (eba!!! Afinal, sou muito mais que um cadeirante...).
Estou com umas ideias loucas de fazer uma “reforma editorial” aqui no blog (falou o jornalista agora). O que vocês acham? Não vou adiantar nada porque ainda nem decidi nada, mas tenho (quase) certeza de que algumas coisas vão mudar.
Quando eu definir o que quero mudar, podem ficar tranquilos, pois vocês serão consultados, pra gente fazer algo bem bacana, ok?
Ah, alguém tem uma dica de filme pra eu ver à noite debaixo das cobertas? |  | 05/07/2010 E meu chocolate? Por Luis Daniel
Inspirado em num “tweet” da lindíssima e loira Tabata Contri, onde ela diz que a mãe dela é “sacana” por colocar a caixa de chocolate em cima da estante e ela não consegue alcançar, me lembrei do que acontece aqui em casa.
Com a desculpa de que é para as crianças não acharem o chocolate, meu pai guarda a caixa de bombons na parte de cima do armário da cozinha.
Outra coisa “feia” que acontece aqui em casa, pai precisamente no meu quarto, é que o cabide de roupas não combina com minha altura de 1,20m (medida quase que padrão de quem está numa cadeira de rodas). Fica difícil trocar roupa sozinho, com as vestimentas lá nas alturas.
Já estou dando um jeito de reposicionar as roupas numa medida mais acessível às minhas mãos, mas quando não tem como, uso algum instrumento para atingir minha meta, como, por exemplo, o controle remoto da televisão ou uma régua para dar aquela “esticada” no braço.
Entretanto, esses instrumentos são insuficientes, parto pra ignorância e pego um rodo ou uma vassoura pra chegar a meus objetivos. Parece com alguém “panhando” laranja com um bambu, sacaram?
O ideal, gente, é ter uma casa que seja feita ou adaptada para as pessoas com deficiência, seja no banheiro, na cozinha, no quarto ou na sala. Se a casa é do deficiente é meio “brabo” ter as coisas fora do alcance dele, né, não?
Em tempo: vocês notaram as mudanças do VNews e aí, gostaram? O pessoal que tem deficiência visual reclamou que os leitores de tela não leem direito e pelo que vi, realmente o site ta bem carregado de itens ilegíveis, cheias de “Flash” que não têm descrição.
Se alguém encontrar algum problema para entrar no site, pode me avisar, não sou “Ombudsman” do site, mas isso também faz parte da acessibilidade total na internet e vou ver o que eles podem fazer pra gente.
|  | 30/06/2010 Nem “underground” o cadeirante pode ser mais? Por Luis Daniel
Quando eu digo que a vida do deficiente é “underground”, muita gente fica vesga e olha torto pra mim. Mas um momento bem “legal” pra ilustrar isso aconteceu comigo esses dias.
Fazia um bom tempo que não ia pra balada, aí resolvi chamar meu “brother” Castilho pra ir comigo, ele sugeriu que a gente fosse ao Dunluce Irish Pub aqui em São José, um lugar, diga-se de passagem, todo mundo sabe onde fica, ali na Luiz Jacinto, antes da São João, no "centro expandido" da cidade.
Já fui lá algumas vezes, então, eu estava ciente da falta de acessibilidade do local. Pra vocês terem uma ideia, eu não tenho a mínima noção de como é a parte superior do “estabelecimento baladístico” (acabei de criar essa agora).
Mas isso nunca me preocupou, pois o espaço “underground”, mesmo sem banheiro adaptado, satisfazia os meus desejos (nossa, isso aqui ficou com cara de outra coisa, né?).
Entretanto, desta vez, não tinha nem uma musiquinha de CD pra alegrar o ambiente. Ta certo que era cedo pra balada estar no auge, mas estava tudo mudo com cara de enterro.
Enquanto isso, na parte superior, tinha um “voz e violão” pra descontrair a galera e consequentemente, “desalegrar” o cadeirante que estava lá em baixo, no caso, eu.
O Castilho, que já foi gerente de uma geringonça dessas (mas que não vem ao caso comentar o que aquilo virou depois que ele saiu), resolveu ir atrás da gerência reclamar. E não é que a gerente não estava no local no momento. Legal, né? #not
A gente já estava bravo toda vida com aquela situação e todo mundo resolveu ir embora, porque passar raiva na balada não rola, né?
O Castilho pegou o contato da gerente e ficou de conversar com ela durante a semana. Mas eu não consegui falar com ele pra ver se eles conversaram mesmo.
Eu saí de lá dizendo que “ia tomar as minhas providências”, bravo, não? Uma delas é essa aqui, publicar no blog. A outra é acionar a fiscalização da Prefeitura pra ver o que pode ser feio com esses lugares que teimam e não ser acessíveis a todos.
Povo, se alguém quiser contar de lugares desse tipo, acessiveis ou não, fiquem à vontade, é me mandar um e-mail ou mensagem no Twitter com o relato e, se possível, fotos.
|  | 24/06/2010 É noite de São João... Uma das únicas coisas boas “do frio deste inverno” é a tal da Festa junina, com fogueira, bolinho caipira (comida típica do Vale do Paraíba) e “quadria”. Eita, coisa boa, sô!
Por falar em “quadria”, não tenho boas recordações das vezes que participei de uma. (Quase) Sempre que me convidavam (me convidam) para participar de uma, eu sou sempre o padre. Será que tenho cara de...?
“Né”, por nada não, mas são nessas situações que a gente percebe que a maioria das pessoas acha que um ser humano na cadeira de rodas não pode ter seu parzinho, no meu caso, “parzinha”.
Uma companheira pra dançar “quadria”, pra ir ao cinema e dá uns beijos e de vez em quando conversar sobre algum assunto interessante. hehehehe
Mas voltando a falar na história de toda vez ser o padre, pode dar também a impressão de que todo deficiente é bonzinho, que ele não faz nada de errado. E na verdade, isso é outra lenda das pessoas com deficiência.
Conheço muito deficiente (principalmente cadeirantes) que se aproveita da boa vontade do povo e se esbalda na “coitadice”. Mas como esse assunto ainda rende, vou deixar para um próximo post.
Deficiência não é sinônimo de bondade. Não é porque estou numa cadeira de rodas, não enxergo ou não escuto é que vou “gostar de todo mundo”, fazer o que todo mundo pede. Tem que haver “bom senso”, né, não?
Nada contra os padres, mas, como sabem, sou encrenqueiro quando se trata de “categorizar” o povo com deficiência, principalmente se for para colocá-lo num personagem “café com leite” das situações. Ta na hora de para der coadjuvante para ser protagonista. O que vocês acham?
Aliás, alguém sabe de uma festa junina bacana para eu ir no fim de semana?
Bom, como hoje é noite de São João e amanhã tem jogo de Portugal lá na África do Sul, boa festança a todos.
|  | 19/06/2010 Já volto... Tá, gente, eu sei que não tenho blogado muito, mas preciso confessar pra vocês que esta semana foi uma das mais movimentadas da minha vida. Não com viagens e sim com muitas decisões a se tomar.
Emprego novo (ainda a assinar!), responsabilidades novas, Copa do Mundo e uma gripe das bravas, então, só me resta pedir desculpas e compreensão de todos.
Até mais, galera...
|  | 09/06/2010 Inclusão X Acessibilidade Ei, alguém ai sentiu falta do blogueiro? Duvido. Pois é, hoje já é o nono dia do mês e apenas o primeiro post.
Muito se fala e se escreve sobre inclusão do deficiente nos últimos tempos. Estamos na moda. Tenho até um certo orgulho de dizer que sou um dos pioneiros do assunto nos grandes meios de comunicação (fui o terceiro, e o segundo jornalista).
Mas um fato que me preocupa bastante nesse período foi que ainda se confunde bastante inclusão com acessibilidade. Muita gente acha que tratar de inclusão é falar de rampas, banheiros adaptados, “calçadas seguras”.
Acessibilidade é apenas um dos aspectos da inclusão. É, com certeza, um dos mais importantes sim, mas não é o único.
Inclusão é muito mais que isso. É aceitação de suas condições limitadas, temporais ou permanentes. É permitir-se a superar as barreiras. É mostrar para o outro: “ó, to aqui, to vivo!”. Exercer as suas capacidades e assim superar as dificuldades.
Trabalhar via lei de cotas sim, mas de acordo com suas competências e habilidades e não apenas pra fazer a empresa cumprir a legislação na vaga que não tem nada a ver com suas preferências.
Namorar ou ter um relacionamento como qualquer outra pessoa. Com sentimento as dificuldades se superam. (isso é verdade!).
É se inserir na sociedade dependendo o mínimo possível dos outros.
Claro que se os todos os lugares forem acessíveis, a inclusão acontece de forma muito mais fácil e plena. |  | 31/05/2010 Em busca de autonomia Por Luis Daniel
Estou chateado, mas não sei se devo contar. Para dizer a verdade, estou escrevendo este post no próprio editor do blog, onde não há nenhum tipo de corretor ortográfico. Terei de usar todo meu (pouco) conhecimento para não errar na escrita das palavras da língua portuguesa.
Resolvi fazer isso por dois motivos. Um porque estou com uma preguiça danada de ver o Word na minha frente e outro para não ter que repensar no que escrevi e logo depois desistir.
Ultimamente, tenho usado este espaço para falar (uso este verbo errado só para não repetir outro) de políticas para pessoas com deficiência. Na maioria dos casos, acabo soltando o verbo contra a APDE e isso está me causando um stress desnecessário.
"Tadinha" da APDE, ela é apenas uma assessoria. Ela não tem autonomia de secretaria municipal para tomar suas decisões mais importantes. Depende dos outros para colocar seus projetos em prática, assim como um deficiente em começo de "carreira".
Se ela fosse uma secretaria, ela poderia ter seus próprios projetos e a meu ver, o Integra não seria da Secretaria de Desenvolvimento Social, nem as vans adaptadas da secretaria de transportes, assim como teria cacife para assumir o projeto do time de basquete, sem precisar passar às pressas para o esporte e lazer.
Isso, sem contar que poderia ter um departamento de fiscalização próprio para acessibilidade (será que aprenderam o que é isso já?).
Mas tudo que descrevi acima está na condicional "SE", então, não dá para ficar cornetando para sempre quem é assessoria (que assessora, ajuda, auxilia). Quando ela for secretaria, aí tudo bem... hahaha
O último comentário do Pedro veio ao encontro com os meus pensamentos desses dias. O negócio é eu ter também autonomia de pautas e não ficar refém das besteiras alheias para escrever (é chique falar 'alheia' agora, né?).
Pretendo, nos próximos meses, até para fugir de algum tipo de retaliação da legislação eleitoral, não me referir ao órgão público, seja para o bem ou para o mal. Não me rendi a ela, apenas estou cansado de pentelhá-la.
Vou aqui fazer, o que já fiz algumas vezes, criar uma cultura em que o próprio deficiente tenha autonomia. Vai me dar um trabalho danado, pois, algumas coisas servem para uns e não para outros.
Caramba, este post está ficando grande. Indica a barra de rolagem do editor. Acho que está na hora de parar por aqui. Vou ver se termino de ler um livro (que com certeza, vai vir parar no blog, em alguns dias...).
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| | Luis Daniel é um jovem jornalista e vive sobre quatro rodas desde que nasceu e acha que ainda mudará o mundo. Aqui no VNews, ele escreve sobre um as
sunto que ele pensa que entende um pouco: o mundo da pessoa com deficiência, cheio de dificuldades, mas repleto de conquistas. |
30/07/2010
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