Sexta, 30 de julho de 2010
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30/07/2010
A ARTE DE SER UM CUIDADOR
Um programa essencial, de valiosa importância para quem se vê na necessidade de saber como lidar com alguém da família que passa a exigir cuidados especiais.



O Vanguarda Comunidade deste domingo vai tratar do tema "cuidadores de idosos". A entrevistada é a assistente social Renata Moraes, que integra uma ONG voltada para o tratamento de pessoas com necessidades de atendimento continuado, além de oferecer cursos de formação de novos cuidadores.



Imagine-se na situação de alguém que vê um parente próximo passando, progressivamente, a necessitar de atenção e acompanhamento permanentes.
Aprender a ser um cuidador é uma competência que precisa ser assimilada imediatamente, e o recado é importante não só para familiares, mas também para quem quer se preparar profissionalmente para a função.

Neste domingo, um programa feito para toda a família.
29/07/2010
DIZE-ME COM QUEM ANDAS
Muito interessante a notícia que apareceu nesta quinta-feira nos jornais e na Internet.

Um amauta (sábio aimara) que homenageou em 2006 o presidente da Bolívia, Evo Morales, como líder espiritual indígena em uma cerimônia andina, foi preso pela polícia antidrogas da Bolívia, acusado de fabricar cocaína líquida.

Evo Morales durante cerimônia ao lado de Valentín Mejillones. (Ag. Efe)

Valentín Mejillones Acarapi, de 55 anos, foi preso com 240 kg da droga na terça-feira (27) na cidade de El Alto, próximo a La Paz, depois da descoberta de uma verdadeira fábrica de cocaína em sua casa.

Junto com o sacerdote também foram presos seu filho e um casal de colombianos.

(Mejillones e seus aasociados - iadb.org)

Mejillones foi identificado nesta quinta como o principal sacerdote indígena que, em 22 de janeiro de 2006, em uma cerimônia na cidade boliviana de Tiwanaku, oficializou Morales como líder dos povos indígenas, em uma cerimônia típica local, um dia antes da posse dele como presidente da Bolívia.

Por causa da prisão do representante religioso, o porta-voz do governo de Evo, Iván Canelas, negou qualquer ligação de Morales com o preso e disse que o caso precisa ser investigado.

(joya777.files.org)

Sim, precisa mesmo. Era o mínimo que um membro do governo poderia dizer, para que a omissão não seja considerada uma vergonha pior do que a de ter sido condecorado por um narcotraficante religioso.

Os mais sábios costumam dizer o seguinte: "passarinho que voa com morcego acaba dormindo de ponta-cabeça".

O alerta é claro. Qualquer um deveria tomar mais cuidado com as más companhias. Podem achar que a gente faz uso do mesmo mal, que tem a força de encher os cofres de bandidos escondidos por trás de vestes sacerdotais, ou de picaretas protegidos pelos ternos caros do poder, que se arvoram em defender, do alto de seus postos de comando, pontos de vista politicamente apreciáveis, mas que passam longe de suas condutas enquanto agem nos bastidores do poder.

Palmas, senhores da droga, seja ela um entorpecente, um discurso político ultrapassado ou um partido político fundamentado na exploração da miséria humana! Mas cuidado com a força destruidora da mentira. Ela costuma reduzir a "pó" (perdão pelo trocadilho) os que ocupam lugares de destaque, sem ter lastro para tanto.


25/07/2010
O SAL DA TERRA
Cada vez mais, aumenta o número de pessoas interessadas na paz coletiva, na calma dos corações e no equilíbrio das forças que regem o planeta.

Quero te convidar a somar suas aspirações a essa família universal. Vamos juntar cultivar a fertilidade nas áreas férteis dos sentimentos. A hora é essa.



A música "Sal da Terra", do mineiro Beto Guedes (aqui interpretada pelo grupo Roupa Nova e por Ivete Sangalo), relembra os fundamentos dessa proposta em comum: fazer deste planeta a morada da paz e do trabalho ininterrupto da fraternidade social.

Vamos juntos nessa?

23/07/2010
VIDA EM CONDOMÍNIO
O Vanguarda Comunidade deste domingo vai retomar um tema importante, sob um novo enfoque. A vida em condomínio já foi tratado no programa, sob o ponto de vista das relações entre os moradores, as regras de conduta em ambiente coletivo e a questão dos direitos e deveres dos condôminos.



Desta vez, o contador Jaime Roque, da Ong Vale Síndico, retoma a questão, agora dentro da questão da inadimplência e dos benefícios com os avanços tecnológicos necessários a uma melhor qualidade de vida para quem vive em residenciais.



O programa vai falar ainda sobre a questão da canalização do gás, o que não é realidade em grande parte dos condomínios da região, bem como da individualização da cobrança pelo uso da água.

Neste domingo, a partir das 6h50 da manhã.
19/07/2010
ETA POVINHO FELIZ, SÔ!!!!
Pois é! Saiu na Forbes, revista que tem como objetivo fazer listas e listas de gente mais rica, mais influente, mais bonita, mais tudo.

(farm.static)

Desta vez, o anúncio foi dos países com maior índice de felicidade. E o Brasil está lá, ocupando a 12ª posição, em uma lista que inclui outras 155 nações.

No topo da felicidade está a Dinamarca, país europeu com elevada taxa de desenvolvimento social. Na rabeira, estão os habitantes de Togo, pequena nação africana no noroeste da África, considerada pelo Instituto Gallup a nação mais infeliz do planeta.

A pesquisa foi realizada com milhares de entrevistas nas 155 nações, entre 2005 e 2009, e mede dois tipos de bem-estar. Primeiro, os entrevistados foram questionados sobre sua satisfação, de maneira geral, com suas vidas, para o que deram uma nota de um a dez. Depois, foram questionados sobre como se sentiram em suas experiências no dia anterior à pesquisa.



Vejam os índices brasileiros, que lhe garantiram o 12º lugar: 58% disseram estar felizes, 40% disseram estar "lutando" e apenas 2% disseram estar sofrendo. Na nota geral, o país ficou com 7,5, empatado com o Panamá.

Nos primeiros lugares ficaram, além da Dinamarca, a Finlândia (75% de felizes), Noruega (69%), Suécia (68%) e Holanda (68%).

A América aparece logo em seguida, com a Costa Rica como seu país mais feliz - com uma nota de geral 8,1 e 63% de felizes, contra apenas 2% sofrendo.



Legal. É bom saber que esse povo gosta do que tem para viver. Talvez isso explique os índices de aprovação do atual governo, ou o elevado ibope da novela das nove, ou a imbatível audiência do futebol às quartas-feiras, quando, ao olhar para o lado, vemos um goleiro sendo acusado de mandar matar a amante, uma bala perdida estraçalhar o peito de um estudante de 11 anos, em uma escola pública do Rio de Janeiro, ou os candidatos a presidente se engalfinharem em uma guerra nojenta de acusações, digna das piores brigas de gangues das periferias das grandes cidades.

(wordpress)

Pois é. E vamos de felicidade. Parabéns, povo brasileiro, por ser bastante feliz. Mesmo com grande parte da população morando nos guetos da miséria, enquanto alguns fogem da própria consciência nos templos perfumados do poder, vamos demonstrar nossa felicidade, afinal, temos algum tipo de apoio para não morrer de fome, diante do prato semi-vazio do almoço de amanhã, que ao menos é mantido meio cheio, para que esse povo tenha de quem se lembrar, na hora do voto.

Quem sabe assim, cheios de alegria, a gente escolhe o melhor candidato a governar nossos destinos pelos próximos quatro anos. Vamos ver no que vai dar! E tomara que a gente descubra que dignidade não se compra com voto, nem com carinha de bonito diante da propaganda eleitoral.
17/07/2010
MEU MUNDO E TUDO O MAIS
Quando fui ferido, naquele momento inevitável da viagem, tive de sofrer o impacto das mudanças imprescindíveis.



No instante em que meu corpo deu adeus à infância, em que meus pais de antes passaram a não servir mais ao projeto do novo ser, que avançava a passos fortes, dando-me, pela primeira vez, a leve noção de que eu já tinha um passado a lembrar, eis que tive de recolher-me, "à meia-noite e à meia-luz", no escuro de meu quarto íntimo, para revelar-me a mim mesmo.



Na penumbra das emoções desconhecidas, uma necessidade: tive de seguir adiante. Viver é isso: uma eterna caminhada de transformações, em que ficar para trás é perder tempo, e seguir adiante é viver a fantástica experiência de amadurecer, rumo a novas conquistas - as do afeto e da razão, espelhos claros de meu voo libertador.



Como ser mais livre, como ser capaz? Diante de mim, os presentes que ganhei ao longo da infância. Oferendas que guardo com carinho, mas que, no momento de adolescer, precisavam ser revistas, e descartadas, se necessário.

Hoje, enquanto alguns dariam tudo por um modo de esquecer, ressignifico a memória afetiva, para identificar com carinho e leveza o que me cabe lembrar, em nome da gratidão. E fico com o que me fez bem, com o que ficou inscrito em meu caráter, feito marca para sempre, que nunca mais me deixará...



Sim, nessa nova etapa, só me sobraram restos do que eu acreditava. Mas não importa... Eis aqui um novo ser - foi preciso reorganizar tudo isso, para que nascesse o amanhã em mim.

E estou aqui, vivendo tudo de forma nova. Eis aqui meu mundo e nada mais!!!

(Guilherme Arantes - autor de "Meu Mundo e nada Mais")





16/07/2010
AOS PAIS E AOS QUE QUEREM SER PAIS
O Vanguarda Comunidade deste domingo é um presente aos que desejam não apenas receber com muito amor seus filhos.

(blogstorage)

É, sobretudo, uma proposta de reflexão aprofundada sobre a arte de cuidar bem de seus amores recém-nascidos.

A neuropsicóloga Rosemeire Facioli, de São José dos Campos, fala sobre o encantamento que um bebê provoca na vida de toda uma família.

(bocaberta.org)

Ele é capaz de mobilizar afetos, atenções e disponibilidades em todos, principalmente nos que estão entrando em contato, pela primeira vez, com a paternidade e até com a inesquecível experiência de ser avô.

Neste domingo, a partir das 6h50 da manhã.
15/07/2010
NEM LÁ, NEM CÁ
Percebo que o que falta, muitas vezes, às pessoas, é uma amizade maior com o caminho do meio, com a opção pelo meio termo, com a virtude da flexibilidade.

(anoitan.files)

Ou se pega pesado em tudo, ou se deixa levar na valsa aspectos importantes da vida pessoal.

(spb.fotolog)

Nem uma coisa, nem outra. O que a harmonia da vida sugere, pelo próprio fluir das coisas, é a naturalidade do equilíbrio, em que os prós e contras se encontram, sem que alguém tenha de ser destruído, ou uma chance de que o que se quer dê certo.

"Comigo é assim mesmo - na raça". Sim, mas não precisa tanto. Há conquistas que chegam de maneira leve e natural.

(files.wordpress)

"Alguém tem de ser o culpado do fracasso das coisas". Está bem, mas e se o responsável por isso formos nós? E se o erro for nosso, qual é o problema de errarmos espontaneamente, de vez em quando?

"Culpo-me duramente se o que planejei teve um detalhe fora do que foi pensado". Ok, mas será que o conjunto geral das conquistas também não deve ser reconhecido, levando-se em conta que ninguém é perfeito e que uma mudança de rota às vezes é normal?



Não leve tudo tão a sério. Mas leve a sério o que for preciso. A maturidade ajuda a definir o que merece atenção e o que pode ser desprezado.

Ir e vir. Aspectos naturais de uma vida intensamente dinâmica. Melhor ainda é deixar espaços para que a volta nos acolha, sem que tenhamos, por causa de nossa obsessividade, fechado todas as portas de uma possível reconciliação.

Pensemos nisso. Flexibilidade é tudo para que tenhamos chance de recalibrar o plano e reconsiderar sentenças, metas e relacionamentos.



Está em jogo nossa felicidade. Está em cheque uma relação mais suave com nosso desejo de acertar mais e melhor, ao longo de nossos dias.
13/07/2010
LIVRO SOBRE CÂNCER
Muitos telespectadores pediram maiores orientações sobre o livro apresentado no Vanguarda Comunidade do último domingo.

O título é "Câncer - Uma abordagem multiprofissional". Foi organizado por Vera Anita Bifulco, Házio Jadir Fernandes Jr. e Alessandra Bigal Barboza.



A obra é um primor de edição, com imagens artísticas da renascença italiana que enriquecem e dão um trato de leveza a um assunto por demais pesado para a família e o paciente.

O livro tem a chancela da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica e está sendo vendido na livraria Sigma, em São José dos Campos.
10/07/2010
QUEM PRECISA MUDAR?
Ela me disse que tentou de todas as maneiras, mas não encontrou uma forma de mudar definitivamente seu parceiro.



Reconheceu também que esta sempre foi sua característica. Por uma qualidade muito destacada e pessoal, desde cedo revelou-se consciente de seus objetivos, desde quando começou a ter relacionamentos afetivos, demonstrando determinação e autonomia para traçar os caminhos de toda relação que tivesse.

E em quase todas, encontrou-se inevitavelmente com os limites do outro. As decepções com as expectativas não cumpridas pelos namorados foram minando o desejo e a vontade de permanecer com eles.



Diante da realidade da imperfeição alheia, acabou ficando face a face com o desconforto de nunca encontrar o homem ideal, mesmo diante do companheiro que afirmou amar.

Ela falhou num detalhe crucial. Não conseguiu perceber que as mudanças esperadas nos outros não acontecem de um momento para outro. Elas não chegam por decreto, de maneira instantânea e imediata, como efeito de uma crença onipotente na força do discurso acusatório.



Toda mudança não é resultado de uma simples questão de ouvir e mudar. Ela ocorre paulatinamente, à medida que novas formas de ver, sentir e conceber o mundo vão sendo assimiladas, na velocidade e na determinação de quem as ouve. Esta é uma questão muito forte na vida, com força suficiente, inclusive, para determinar o fim ou não de um relacionamento, a menos que o amor seja forte o bastante para ajudar na vitória sobre as decepções, ao longo do tempo.

Ninguém deveria agir como se fosse senhor do ritmo que o outro impõe a suas transformações pessoais. E não reconhecer seus esforços de mudança é um dos atos mais cruéis de desamor que pessoas em transformação interior podem ouvir, porque desmotivam, desmoralizam e ajudam a desvitalizar intenções elevadas, por mais imperfeitas e demoradas que sejam.



Mudar é uma questão de tempo. E vale para os dois lados. Ou sempre será mais fácil determinar onde e em que o próximo precisa se transformar? Será que nossos critérios pessoais de percepção são mesmo infalíveis, imutáveis ou inquestionáveis?. Será que são incontestavelmente superiores aos dos outros?

Pensemos com humildade nessas simples questões de convivência, nesse eterno ir e vir de sentimentos, em que pessoas tentam se ajustar umas às outras, nem sempre com sucesso e eficácia.

 
 Perfil
Carlos Abranches é jornalista, filósofo e músico, com formação em violão erudito. É escritor e apresentador de programas da Rede Vanguarda. Mineiro de Juiz de Fora, vive em São José dos Campos desde 1995.
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