
Muito se fala em comportamento ecologicamente correto: reciclar o lixo, tomar banhos rápidos, economizar energia elétrica e utilizar transporte público ou bicicleta. Mas pouco se discute sobre como preservar os nossos mananciais.
Uma das formas que há tempos está no mercado são as torneiras automáticas ou dotadas de equipamento eletrônico que proporcionam economia.
São muitas as inovações que o segmento de metais e louças sanitárias tem desenvolvido, desde válvulas com dois fluxos de descarga para três e seis litros, até louças com uma melhor sifonagem que as antigas que utilizavam nove litros para limpeza.
Agora é a vez dos empreendimentos imobiliários buscarem "sustentabilidade". Chamamos de "prédios verdes" quem é certificado Energy and Environmental Design (Leed), um dos mais reconhecidos no mundo. Essa tendência veio para ficar - ou até para predominar - nos grandes centros urbanos, como São Paulo.
Uma das características que contou a favor foi o sistema de reuso da água da chuva, absorvida nas coberturas das torres e nos ralos em toda a área do empreendimento, e encaminhada para um depósito, de onde o líquido é bombeado novamente para a superfície, irrigando os jardins, abastecendo caixas de descarga ou para limpeza externa. Além disso, painéis fotovoltáicos garantem o fornecimento de energia. O uso de iluminação natural, a gestão de perdas e resíduos, as administrações do consumo de água e energia elétrica, o uso de materiais renováveis, a qualidade interna do ambiente e as idéias inovadoras contribuem para a qualidade de vida e do empreendimento.
Mas, o mais importante, não é só desenvolver prédios ecologicamente corretos ou torneiras e válvulas para evitar o desperdício e, sim, conscientizar a população que nosso maior bem, a água, está em processo de escassez e, por isso, temos que controlar nossa demanda particular.
Segundo estudo realizado, 40% dos consumidores que se aproximam dos 50 anos afirmam que comprarão produtos que preservem a natureza ou tenham apelo ambiental, mesmo que estes custem mais caros.
Vejo, nos custos destes produtos, um crédito para o futuro.
Gilson Alves da Silva
Empresário e Arquiteto