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09h11min - 30/03/2009
Botox pode ajudar na recuperação de pacientes que sofreram derrames
Uso ainda não foi aprovado por agência regulatória americana. Entretanto, já é até reembolsado por planos de saúde nos EUA.
Após seu derrame, Francine V. Corso, uma engenheira de software que trabalhou no módulo lunar da NASA, ficou confinada em sua casa de 1992 a 2001.

Seu braço esquerdo estava torcido para cima, próximo de seu pescoço, tornando difícil colocar uma blusa, e seus dedos se enroscaram tão rigidamente que suas unhas se enterraram na palma da mão. Quando ela finalmente aprendeu a se levantar de sua cadeira de rodas, sua contorcida perna esquerda tinha o chamado "galope" de muitas vítimas de danos cerebrais – ela pisava com os dedos para baixo, lutando para evitar que seu pé girasse.

Agora, com injeções de toxina botulínica a cada três meses, diz ela, "estou completamente transformada – eu dirijo, faço trabalho voluntário, frequento aulas de arte". Seus dedos estão tão relaxados que uma manicure já consegue pintar suas unhas de vermelho.

A toxina botulínica, suavizador de rugas mais conhecido pela marca Botox, tem muitos usos médicos, alguns oficiais e outros sem aprovação. Ele ajuda vítimas de distonia a recuperar o controle de músculos espasmódicos, atores que lutam contra transpiração excessiva a reduzir o fluxo, e crianças com pés tortos a evitar cirurgia.



Uso sem aprovação

Seu uso em vítimas de derrames ainda não é atestado – ou seja, ele não é aprovado para esse propósito pela Food and Drug Administration, agência americana que regulamenta novos remédios e alimentos no mercado. Porém, ele é tão amplamente aceito que a Medicare e outras seguradoras chegam a reembolsar seu uso.

Entretanto, segundo David M. Simpson, professor de neurologia do Centro Médico Monte Sinai em Nova York e um reconhecido pesquisador da toxina, apenas cerca de 5% dos pacientes de derrame que poderiam se beneficiar do Botox conseguem.

Clínicos gerais que inspecionam casas de repouso nem sempre sabem sobre a toxina, disse ele. Relativamente poucos médicos são treinados para aplicar as injeções, que vão muito mais fundo do que fazem os dermatologistas para apagar linhas de expressão. E a maioria dos neurologistas tem o hábito de prescrever medicamentos anti-espasmódicos como tizanidine e baclofen, que são orais e baratos, mas que causam entorpecimento e enfraquecem todos os músculos do corpo, e não apenas os que estão em foco.

Corso, de 66 anos, nunca ouviu falar sobre o tratamento por parte de seu primeiro neurologista, a quem costumava chamar de "Dr. Más Notícias", pois ele disse a sua família que ela poderia morrer e que talvez nunca andaria de novo. "Fiquei sabendo pelo Dr. Max Gomez, na NBC", disse ela. "Foi então que eu vim à cidade e encontrei vocês."

Numa sala de aula do Monte Sinai, com uma ampla vista de Manhattan, Simpson está ao lado de dois braços desmembrados montados em juntas de cadeira. Um parece pastoso, mas muscular, e está coberto de picadas de seringas. Seu parceiro é vermelho-vivo e não tem nada além de músculos; trata-se de um modelo anatômico com toda a pele e gordura removida.


Leia a matéria completa no G1
 
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