A Fundação Valeparaibana de Ensino (FVE) que administra a Universidade do Vale do Paraíba (Univap) está em pé de guerra com a prefeitura de São Paulo. Um contrato de R$ 19 milhões para o desenvolvimento de terminais e ônibus inteligentes não foi cumprido.

No local, o laboratório ainda está com a placa do programa, mas segue desativado há mais de um ano. Foi nele que, segundo a Univap, os engenheiros desenvolveram o projeto dos ônibus inteligentes que já deveriam estar rodando na capital paulista desde 2003.
A Fundação Valeparaibana de Ensino, responsável pela universidade, diz que foi contratada pela prefeitura de São Paulo para elaborar dois sistemas: o de monitoramento de terminais e o de guiagem magnética, uma espécie de piloto automático para os veículos. Eles seriam implantados num corredor de ônibus na capital. A Univap mostrou imagens dos testes que foram feitos na própria universidade com carros circulando sem motoristas.
A FVE admite que recebeu R$ 19 milhões da prefeitura de São Paulo e que entregou só parte do projeto. Para a conclusão, segundo a Univap, faltaria o pagamento R$ 2 milhões.
O motivo, segundo o vice-reitor da Universidade, foi que a prefeitura de São Paulo atrasou a obra do corredor, o que encareceu o projeto. O município rompeu o contrato no ano passado e não tem respondido os contatos feitos pela Fundação. A SPTrans, responsável pelo transporte público da capital, não retornou aos nossos contatos.