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Atualizado em: 19h07min - 24/05/2009
Donos de cachorros de SP aderem às compras com um ‘personal pet’
Os mais atarefados e abonados têm um jeito diferente de comprar, principalmente roupas e acessórios: em vez de ir até a loja, o estoque da loja é que vai até a casa do cliente, que fica à vontade para provar e escolher o que quiser. O serviço diferenciado era tudo o que a fisioterapeuta Cíntia Sanchez, de 35 anos, precisava. Mas as compras, nesse caso, não seriam para ela, mas para seus dois filhotes: o poodle Samy e a shih-tzu Honey.

“O meu dia-a-dia é muito corrido e eu tenho dois cachorros. Se for a uma pet shop com os dois, preciso colocar um no chão para provar roupa em outro. Assim, o que está no chão foge e eu não consigo vestir a roupa no que está no braço. Acabo desistindo e eles ainda ficam estressados”, conta Cíntia, que também recorre ao sistema de leva e traz para o banho e a tosa dos seus mascotes.

Cíntia é uma das clientes que recebem em casa periodicamente um representante da Queen Pet, grife paulistana de roupa para cães que começou a prestar o serviço há menos de quatro meses. “Eu me inspirei na necessidade das minhas clientes e na comodidade que o serviço traz”, afirma Meggy Lopes Figer, estilista e proprietária da marca.

Meggy conta que, para receber uma personal pet em casa, o cliente entra em contato por telefone e agenda uma visita. “A gente pergunta qual é a raça e a personalidade do animal e agendamos uma visita do nosso representante”, detalha.

Desde que o serviço foi implantado, a personal pet da grife é a também personal stylist Daniela Tofoli, de 31 anos. Acostumada a levar roupas de grandes estilistas até a casa das clientes, Daniela mudou a clientela, mas continua dando dicas de estilo.

“Para mim, a única diferença é que o cliente que veste a roupa anda com quatro patas, porque funciona da mesma forma: eu trabalho com moda, tecidos e cores e dou dicas de estilo. Também preciso reconhecer quando o cliente não está à vontade com uma roupa, por exemplo”, diz a personal pet.

Por ter quatro cachorros em casa, a vendedora Ana Claudia Xavier, de 32 anos, também aderiu ao serviço por causa da comodidade. “Eu não tenho tempo para ficar olhando as roupinhas nas lojas, e, quando visto uma roupa em algum deles, preciso de um tempo para observar como cada um se comporta para ver se vai se adaptar ou não”, diz Ana Claudia, que ainda recorre à costura sob medida para um de seus cães, um pastor belga. “Ele é muito grande e magrinho, mas nem roupa de rottweiler cabe nele porque fica folgada”.

Cliente fiel

De tanto recorrer ao serviço de personal pet, as preferências da poodle Toya da empresária Claudia Moura, já são conhecidas. “Ela gosta de correr, ir atrás das pessoas e pular. Por ser mais esportiva, ela não gosta de roupinhas que atrapalhem o movimento”, detalha a dona.

Assim, sempre que recebe visita do representante em casa ou na pet shop que possui, a empresária só recebe roupinhas no perfil da sua mascote.

A estilista Meggy conta que, para receber a visita de um representante, o cliente não precisa pagar. Mas, antes de abrir a porta de casa, o dono deve saber que as peças entregues a domicílio costumam ser mais caras que as roupinhas encontradas em qualquer pet shop. Segundo Meggy, o preço varia de R$ 19 a até cerca de R$ 200.

G1
 
 
 
 
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