Santuário Nacional de Aparecida muda costumes das missas para evitar transmissão da nova gripe
Nova gripe e nova atitude. Na entrada do Santuário de Aparecida todos os romeiros recebem um panfleto com dicas sobre como evitar a doença. Alguns motoristas ignoram a importância dele. Mas a maioria aceita as orientações, fundamentais em um lugar que recebe cerca de 100 mil fiéis por fim de semana. “Nós temos um compromisso social, até motivado pelo Ministério da Saúde, de fazermos esse serviço”, afirma o reitor do Santuário, Darci Nicioli.

Dentro da Basílica a preocupação existe, mas é menor que em outras Igrejas Católicas. É que lá o teto está a 60 metros de altura e o ar circula melhor num ambiente tão grande. Mesmo assim, o Santuário não escapa das determinações.
Os cuidados com a nova gripe vão mudar até costumes centenários da missa. Essa semana o
Arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Sherer, recomendou que as igrejas adotassem medidas para evitar a transmissão entre os fiéis.
Dos três cuidados recomendados, dois são feitos há anos em Aparecida. Independentemente da nova gripe, a comunhão não é dada na boca. Por mais que o romeiro queira, a hóstia é colocada nas mãos. E, para evitar aglomerações, o Pai Nosso não é rezado de mãos dadas.

A grande diferença está no momento da paz. O momento de confraternização dos fiéis, onde eles costumam apertar as mãos e se abraçar, está cancelado. “É diferente, né? Porque na verdade você quer receber o calor humano quando você vem aqui. É um pouco estranho”, fala uma das fiéis.
Por enquanto, o jeito é prevenir e rezar para que os casos da nova gripe não aumentem. E para que os fiéis participem da missa com o momento da paz. “A hora que sanar tudo isso o abraço vai ser mais fervoroso”, diz Carlos Silva, vendedor.
A Diocese de São José dos Campos, que abrange as cidades de Jacareí, Santa Branca, Igaratá, Paraibuna, Monteiro Lobato, também aderiu às orientações.
Atualmente a região tem 32
casos confirmados da nova gripe. Em Bragança Paulista são 3.