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Tempo seco e irresponsabilidade. Essa combinação faz aumentar o número de queimadas nessa época do ano.
Nesta sexta-feira (30), em São José dos Campos, um exemplo do que essa falta de consciência pode provocar. Os bombeiros e a Defesa Civil levaram mais de quatro horas para controlar um incêndio na zona norte de São José dos Campos. O fogo se alastrou e queimou o morro inteiro.
Esse é o tipo de caso bastante comum nessa época do ano. Alguém coloca fogo no mato para limpar um terreno e perde o controle da situação. A queimada chegou a um condomìnio residencial.
O número de queimadas em São José dos Campos quase dobrou nos meses de junho e julho desse ano em relação ao ano passado. Foram 82 focos no ano passado, contra 151 até a última semana. O inverno mais seco é uma das causas. Mas a irreponsabilidade é a principal.
"A grande maioria é queima de terreno, para limpeza de terreno, aproveita corta toda a grama e ao invés de juntar e jogar no lixo apropriado, ele queima", diz o tenente Antonio Bernardes, do Corpo de Bombeiros.
No início do mês, dois episódios fizeram parte dessa estatística. Num deles, em Caçapava, o fogo consumiu o pasto, árvores isoladas e áreas de mata mais fechada. Mais de 240 mil metros quadrados de vegetação foram destruídos, o equivalente a mais ou menos cinco estádios de futebol.
Em todo o Brasil a história se repete. Esse ano, foram registrados 17.428 focos de queimada, 62% a mais que no ano passado.
Alberto Setzer, pesquisador do Inpe, aponta as causas. Além do tempo seco, houve aumento da produção agropecuária e a fiscalização diminuiu.
"Se por um lado você tem milhares de casos detectados quase todos os dias mostrando uma situação ilegal, criminosa, você não tem ninguém na cadeia", observa.
Você pode denunciar se avistar alguém ateando fogo na mata, mesmo que limpando um terreno. Isso é crime ambiental. O telefone da polícia é o 190.
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