|
|
18/01/2010 Contagem regressiva Por Hellen Santos
Olá para todos... desculpem a ausência. Voltamos da Antártida! Sim, sim, já faz um tempinho. Retornamos dias antes do Natal, mas com os plantões de fim de ano e um início de 2010 bem conturbado nas redações de todo o país, só agora consegui um tempinho para deixar notícias por aqui.
As gravações do Vanguarda Especial Antártida estão praticamente encerradas e agora começa a contagem regressiva para a exibição, prevista para abril! Temos ainda todo o trabalho de edição do programa.
Durante esse período, vamos postando notícias aqui para os curiosos que insistem em acompanhar essa internauta lerda... |  | 15/12/2009 Cientistas brasileiros desenvolvem estação avançada na Antártida G1
Hellen Santos
Da TV Vanguarda, na Estação Antártica Comandante Ferraz
Expandir a atuação do Programa Antártico Brasileiro para dentro do continente gelado é um sonho recorrente entre os pesquisadores brasileiros que atuam na região.
Desde 1984, o Brasil desenvolve estudos na Antártida, mais especificamente na Ilha Rei George, no arquipélago das Shetlands do Sul, a mais de 3 mil quilômetros do polo sul geográfico. É um dos pontos mais próximos da América do Sul – e está fora do continente antártico.
Mas, se depender de estudos da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), essa distância será reduzida. Desde 2007, um grupo do Laboratório de Planejamento e Projetos trabalha no Módulo Antártico Padrão (MAP). “O MAP vai proporcionar que o Brasil assuma uma posição estratégica frente à comunidade internacional. Está na hora de fazermos uma demonstração de força e alçar vôo para o continente”, defende a arquiteta e pesquisadora da UFES, Cristina Engel.
O Módulo está sendo projetado para enfrentar o clima desafiador da área continental, onde as temperaturas são negativas o ano todo e os ventos passam facilmente dos 100 km/h. Uma das principais diferenças entre a base em funcionamento (Estação Antártica Comandante Ferraz) e o MAP é o material usado. Em vez de contêineres metálicos, PVC. “Exige mínima manutenção, tem alta durabilidade, boa resistência à radiação ultravioleta e a técnica de construção é fácil”, acrescenta Engel.
A mudança também resolve um problema ambiental. Na Antártida a corrosão provocada pelo mar é ainda mais intensa que no litoral brasileiro. O gelo marinho é arrastado pelos fortes ventos da região e funciona como uma lixa sobre as paredes de aço de Ferraz. Com isso, os módulos soltam metais pesados que acabam despejados na natureza.
Pelo planejamento da equipe, formada por 35 pessoas, o MAP também terá fontes alternativas de energia, como solar e eólica, reuso de água e equipamentos de consumo eficiente, como temporizadores nas torneiras, vasos sanitários com duplo acionamento e duchas com aerador. Os aparelhos elétricos também teriam selo Procel, que avalia o padrão de consumo energético.
A preocupação ambiental pode facilitar o dia a dia da futura estação. Atualmente, Ferraz consome 320 mil litros de combustível para mover os geradores de energia. Todo esse volume é transportado até lá de navio. Já a água é retirada de dois lagos de degelo. Em 2007 e 2009, houve racionamento de água por causa do prolongamento do frio até a primavera. Com recursos alternativos, o MAP poderia ser autossuficiente, o que possibilita a instalação em qualquer local.
O projeto está em estudo, como parte das atividades da UFES no Programa Antártico Brasileiro, mas sem recursos. O grupo aguarda a liberação de verba para dar seguimento ao trabalho e montar um módulo experimental no Brasil. A ideia é que, depois de testado, ele passe uma temporada ao lado da Estação Antártica Comandante Ferraz e, se aprovado tecnicamente, esteja apto a seguir para o continente, caso o governo brasileiro se interesse pelo MAP. |  | 15/12/2009 Brasileiros pesquisam na Antártida 'mutações' causadas pelo aquecimento G1
Hellen Santos
Da TV Vanguarda, na Estação Antártica Comandante Ferraz
A cada ano, cerca de 70 pesquisadores passam pela Estação Antártica Comandante Ferraz, a base científica brasileira no continente gelado. Ferraz fica na Ilha Rei George, no Arquipélago das Shetlands do Sul. É o conjunto de ilhas antárticas mais próximo do continente americano e, apesar de não estar em solo continental, tem uma localização privilegiada para o estudo das mudanças climáticas. A região da Península Antártica é uma das que mais aqueceu nos últimos 50 anos, 3 graus a mais, contra 0,8 no restante do mundo. Com esse cenário, as pesquisas desenvolvidas atualmente pelo Brasil têm dois focos principais: as mudanças climáticas e o impacto provocado pela própria estação no ambiente local.
Uma pesquisa da Universidade Federal do Paraná, em parceria com a Universidade de Taubaté, analisa peixes da Baía do Almirantado. Entre as variáveis analisadas estão alterações que podem surgir nos animais em decorrência do aumento da temperatura. Os biólogos Edson Rodrigues e Lucélia Donatti fazem experimentos com água a 0°C, normal para a região, e a 4°C, simulando um aquecimento. “Nós utilizamos informações dessa região como se ela fosse um laboratório. Em nosso caso, queremos entender como um eventual aumento da temperatura da água e diminuição da salinidade poderiam estar mexendo com o metabolismo desses peixes”, diz Rodrigues.
Já o doutorando do departamento de biofísica da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Eduardo Delfino, quer descobrir as concentrações de black carbon nos arredores da estação. O material particulado é expelido pelos geradores de energia, que anualmente queima 320 mil litros de combustível, e pelo incinerador de lixo da base. “O black carbon pode ser transportado por longas distâncias, e estudos recentes mostram que sua deposição em geleiras pode acelerar o derretimento do gelo”, analisa Delfino.
Só o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o Inpe, controla três laboratórios de medições meteorológicas e atmosféricas na estação, todos instalados em contêineres, como o prédio principal. O laboratório de meteorologia, por exemplo, envia dados em tempo real para a sede do Inpe, em São José dos Campos. São números de temperatura, velocidade do vento, umidade e acumulação de neve, entre outros, que abastecem uma página da internet e dão subsídio a outros grupos que pesquisam o impacto das alterações climáticas em plantas e animais.
No quesito meio ambiente, a estação científica brasileira marca pontos na gestão do lixo. Por exigência do Tratado Antártico, que rege as atividades na região, é proibido deixar resíduos na Antártida. Com isso, todo o lixo produzido aqui é rigorosamente separado, embalado e enviado de navio para o Rio de Janeiro, onde os materiais recicláveis são encaminhados para o reaproveitamento. |  | 12/12/2009 Bela manhã Antártica Observação. Paciência. Oportunidade. Sempre nessa ordem... é um lema antártico. Desde a nossa chegada, esperávamos aquele dia perfeito, quando tudo acontece junto e de forma inexplicável. E a manhã de hoje foi exatamente assim.
O Grupo Base ficou de olho no tempo. Nós esperamos com paciência pelo momento certo. E hoje, às 9 horas da manhã tivemos uma brecha. No destino, Chabrie Rock e Shag Island, dois pontos já na saída da Baía do Almirantado, onde é preciso cuidado com o mar. Na companhia de biólogos da Unisinos, fomos conferir como estavam pinguins e biguás daquela área. O tempo ameaçava fechar, mas tínhamos até às 13h00 antes de uma massa de ar entrar na região.
E deu tudo certo. 900 pinguins da espécie antártico tomavam os costões rochosos em busca de um lugar para colocar os ovos e criar os filhotes. Quase todos estavam com ovos. A sensação de se entrar em uma colônia de pinguins é quase inexplicável. No início, é difícil definir a prioridade: tampamos o nariz para evitar o cheiro onipresente das fezes ou grudamos os olhos nessas pequenas aves desajeitadas. A segunda opção sempre vence.
Não bastasse esse sucesso, ainda flagramos os biguás antárticos também em momento de reprodução. E na volta... que volta... Quando todos já estavam incrivelmente agradecidos pela manhã inesquecível, eis que surgem duas baleias jubarte logo a frente. Com o motor do barco desligado, elas se aproximam curiosas. Quem será mais curioso? nós ou elas? Não sei. A foto que vai aqui é a da pinguineira. A baleia, me perdoem, não consegui tirar. Há coisas na vida que é melhor deixar na memória. (mas, é claro, nosso cinegrafista Carlinhos Brasil filmou e vamos ver no Especial...)
|  |
|
|
|
|
 |
| Esse é o espaço virtual do programa Terra, Vida ou Morte. Aqui você vai encontrar notícias e novidades sobre clima, meio ambiente, ciência e sustentabilidade. Participe conosco e colabore para um mundo melhor. |
|
|
|
|
|
|
|
|
|